O Aeroporto Internacional do Rio S.A. (nova denominação social da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro S.A.) apresentou à CVM, em 22 de outubro de 2026, requerimento de registro automático para a 1ª emissão de debêntures simples, não conversíveis em ações, no valor total de R$ 1.800.000.000,00. A oferta já está a mercado, segundo o aviso divulgado na mesma data.

São 1.800.000 debêntures quirografárias, com garantia fidejussória adicional e valor nominal unitário de R$ 1.000,00, divididas em duas séries: 1.494.000 na primeira e 306.000 na segunda. A data de emissão é 15 de novembro de 2026. O agente fiduciário é a Oliveira Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., e a escritura foi celebrada em 22 de outubro de 2026.

A oferta é coordenada pelo Banco Bradesco BBI S.A. (coordenador líder), com o Itaú BBA Assessoria Financeira S.A. e o BNDES. Ela se destina exclusivamente a investidores profissionais, o que sujeita os títulos a restrições de revenda. Foi dispensada a divulgação de prospecto e de lâmina.

Os títulos contarão com o incentivo fiscal do artigo 2º da Lei 12.431/2011, com base em protocolo feito em 11 de setembro de 2026 no Ministério de Portos e Aeroportos. A totalidade dos recursos será usada para pagar e reembolsar despesas, gastos e dívidas ligados à Contribuição Inicial, definida no Edital do Leilão de Venda Assistida nº 01/2025 da ANAC, relativos a investimentos no projeto realizados nos 48 meses anteriores ao encerramento da oferta.

Pelo rito de registro automático da Resolução CVM 160, a oferta não passou por análise prévia da CVM nem da Anbima, e os documentos não foram revisados pela CVM. O registro na Anbima ocorrerá em até 7 dias corridos após o envio do anúncio de encerramento à CVM.

A emissão não tem classificação de risco (rating). O aviso também informa que pessoas vinculadas poderão participar da oferta, o que pode afetar a liquidez das debêntures no mercado secundário.