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O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central em 3 de agosto de 2026, mostrou que a mediana das expectativas do mercado financeiro para a taxa Selic ao final de 2026 caiu de 14,00% para 13,75% ao ano — uma redução de 0,25 ponto percentual. Foi a primeira alteração na projeção após semanas de estabilidade em 14%.
O boletim compila projeções de instituições financeiras coletadas até a sexta-feira anterior, 31 de julho. A revisão para baixo acompanha a queda na projeção do IPCA (índice oficial de inflação) para 2026, que recuou de 5,12% para 5,03% — a quinta semana consecutiva de recuo. A meta de inflação para 2026 é de 3,00%.
A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para o custo do crédito, os financiamentos e a rentabilidade de aplicações de renda fixa. Atualmente, a taxa está em 14,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nos dias 4 e 5 de agosto, com decisão anunciada após as 18h30 do segundo dia. O mercado espera um corte de 0,25 ponto percentual nessa reunião, levando a Selic para 14,00%.
A projeção do Focus para o fim de 2026 (13,75%) sugere que os economistas preveem um segundo corte de 0,25 ponto percentual ainda em 2026, após a eventual redução de agosto. Para os anos seguintes, as projeções apontam Selic a 12,00% no fim de 2027, 10,50% no fim de 2028 e 10,00% no fim de 2029.
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Para a população, a expectativa de queda da Selic pode significar, ao longo do tempo, juros menores em empréstimos e financiamentos de veículos e imóveis. Por outro lado, aplicações atreladas à taxa básica, como a poupança e títulos de renda fixa, tenderiam a render menos. A pesquisa, porém, reflete apenas a projeção do mercado; a decisão efetiva sobre os juros cabe ao Copom.
A projeção para o crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 1,99%, segundo o mesmo boletim.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original
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