A dívida líquida do setor público atingiu 69,98% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central. Em agosto, o indicador estava em 69,27%, o que representa alta de 0,71 ponto percentual (p.p.) no mês.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, que controla efeitos sazonais, a alta é de 5,41 p.p.: em setembro de 2025, a dívida líquida era de 64,57% do PIB. Com o resultado, o indicador atinge o maior patamar da série histórica do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001.
A dívida líquida difere da dívida bruta porque desconta os ativos do setor público, como as reservas internacionais. Assim, mostra o endividamento depois de abatidos esses recursos.
Como contexto fiscal, a dívida bruta do governo geral foi de 82,93% do PIB em setembro de 2026. O resultado primário do setor público acumulado em 12 meses foi um déficit de 0,52% do PIB.