A dívida bruta do governo geral atingiu 82,93% do Produto Interno Bruto (PIB) em setembro de 2026, segundo dados do Banco Central. O nível representa o maior patamar registrado em 66 meses, sendo o último registro igual ou superior a este em março de 2021.

Na comparação com o mês anterior, agosto de 2026, quando o indicador estava em 82,87%, a dívida apresentou uma elevação de 0,06 p.p. O avanço é ainda mais expressivo quando analisado em relação ao mesmo período do ano passado: em setembro de 2025, a dívida era de 77,84%, o que representa uma alta de 5,09 p.p. no acumulado de 12 meses.

A dívida bruta é um indicador utilizado para medir a sustentabilidade fiscal do país, pois reflete o montante total de obrigações do governo em relação ao tamanho da economia. Níveis crescentes podem sinalizar maior pressão sobre as contas públicas.

Como contexto fiscal, a dívida líquida do setor público foi registrada em 69,98% do PIB em setembro de 2026. Além disso, o resultado primário do setor público, acumulado nos últimos 12 meses, apresentou um déficit de 0,52% do PIB.