O Departamento de Organização do Sistema Financeiro (DOF), área do Banco Central do Brasil, aprovou nos dias 9 e 10 de junho de 2026 o aumento de capital de três instituições financeiras. As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União em 11 de junho de 2026.
Aarin (Repasses Financeiros)
A Reposses Financeiros e Soluções Tecnológicas Instituição de Pagamento S.A. — que opera a marca Aarin — teve o capital social elevado de R$ 169.814.507,11 para R$ 234.814.507,11. O aumento de aproximadamente R$ 65 milhões foi aprovado pela Gerência Técnica da GTSP1 no processo 303214, com base em assembleia geral extraordinária realizada em 30 de janeiro de 2026.
A empresa, sediada em São Paulo, atua como instituição de pagamento e oferece infraestrutura tecnológica para serviços financeiros, incluindo recebimento via Pix e boleto, emissão de cartões e APIs voltadas a parceiros comerciais.
Asaas
A Asaas Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento S.A. passou de R$ 10.005.306,00 para R$ 20.005.306,00. O incremento de R$ 10 milhões foi aprovado pela Gerência Técnica da GTPAL no processo 307058, conforme assembleia geral extraordinária de 15 de abril de 2026.
Com sede em Joinville (SC), a Asaas oferece conta digital e gestão de cobranças para empresas. A instituição obteve autorização para operar como SCFI em dezembro de 2025, migrando de instituição de pagamento para a categoria que permite atuar com crédito, financiamento e captação via produtos como CDBs e RDBs.
Max
A Max Instituição de Pagamento Ltda., de Porto Alegre, teve o capital alterado de R$ 12.700.000,00 para R$ 38.712.573,00 — expansão de aproximadamente R$ 26 milhões. A aprovação pelo Gerente-Técnico da GTPAL (processo 308977) baseia-se em alteração contratual de 27 de maio de 2026. A empresa foi fundada em fevereiro de 2024 e opera uma conta digital com recursos de inteligência artificial.
As decisões integram o registro rotineiro de alterações contratuais de instituições supervisionadas pelo Banco Central. Os aportes realizados pelos acionistas ampliam o patrimônio líquido das companhias, elemento exigido pela regulação para sustentar operações e lastrear eventuais riscos.