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A Paranapanema S.A. (PMAM3), em recuperação judicial, informou em fato relevante de 30 de setembro de 2026 que concluiu as condições suspensivas e realizou os pagamentos previstos no Instrumento de Transação com os credores do Acordo Global. A companhia afirmou que a conclusão liquida definitivamente uma dívida histórica de R$ 4,27 bilhões, apurada em 31 de janeiro de 2026.
Com a transação, foram extintos cerca de R$ 3,94 bilhões, equivalentes a 92,3% da dívida total. A operação incluiu o pagamento de R$ 100 milhões em recursos da 11ª emissão de debêntures conversíveis e a transferência aos credores de aproximadamente R$ 41 milhões de uma conta vinculada e R$ 185,3 milhões de saldo judicial.
O saldo remanescente, de R$ 327,4 milhões, será satisfeito exclusivamente com recursos da monetização de nove direitos creditórios judiciais da companhia e de sua controlada CDPC, em até 36 meses, sem uso do caixa operacional. Ao fim desse prazo, a dívida será extinta mesmo que os créditos não tenham sido integralmente recebidos.
A conclusão se soma a outros acordos de desalavancagem celebrados em 2026: quitações de R$ 849,7 milhões com o Fundo BS, R$ 68,1 milhões com a AXIA Energia e R$ 48 milhões com o Banrisul. Segundo a companhia, esses acordos, em conjunto com a transação, liquidaram mais de R$ 5,1 bilhões em passivos.
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No segundo trimestre de 2026, a Paranapanema registrou EBIT positivo de R$ 47,2 milhões, o primeiro em cinco anos. O resultado incluiu a reversão não recorrente de R$ 100,5 milhões em provisão para contingência. A empresa ressaltou que sua recuperação judicial permanece em curso e que ainda há desafios para equacionar integralmente a estrutura de capital.
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