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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em 5 de agosto de 2026, reduzir a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano. O corte de 0,25 ponto percentual foi aprovado por unanimidade entre os sete membros do comitê, na 280ª Reunião do Copom, realizada nos dias 4 e 5 de agosto.
Foi o quarto corte consecutivo da Selic. O atual ciclo de reduções começou em março de 2026, quando a taxa caiu de 15% para 14,75%, seguido por novas reduções em abril (para 14,50%) e em junho (para 14,25%). O Copom opera atualmente com sete dos nove membros previstos em sua composição normal, pois as vagas deixadas pelos diretores Diogo Guillen e Renato Gomes — cujos mandatos terminaram em 31 de dezembro de 2025 — ainda não foram preenchidas permanentemente, segundo reportagem da CNN Brasil.
No comunicado oficial, o Copom destacou que o cenário externo permanece incerto devido a conflitos no Oriente Médio e à indefinição sobre a política monetária em economias avançadas, exigindo cautela de países emergentes. No Brasil, os indicadores sugerem moderação gradual da atividade econômica, embora ainda em patamar resiliente, com mercado de trabalho aquecido.
A inflação cheia (IPCA) desacelerou, mas permanece acima do limite superior da banda de tolerância da meta. Já as medidas subjacentes de inflação desaceleraram para patamar ligeiramente abaixo desse limite. As expectativas de inflação para 2026 e 2027, apuradas pela pesquisa Focus do Banco Central, seguem acima da meta. O Copom observou ainda que a trajetória de juros implícita no boletim Focus é insuficiente para fazer a inflação convergir ao centro da meta no horizonte de seis trimestres.
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A projeção de inflação do cenário de referência para o primeiro trimestre de 2028 — horizonte relevante para a política monetária — é de 3,2%, ou seja, 0,2 ponto percentual acima da meta de 3% ao ano. O Comitê reafirmou que a magnitude total do ciclo de "calibração" da taxa será definida à luz de novas informações, de forma a assegurar a convergência da inflação à meta.
Para a economia, a redução da Selic tende a suavizar gradualmente o custo do crédito e de financiamentos, embora os efeitos plenos sobre os juros bancários levem tempo a se materializar. A medida também afeta a rentabilidade de aplicações indexadas à taxa básica, como a poupança.
Fonte oficial: Banco Central do Brasil · Consultar publicação original