A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) publicou, em 22 de junho de 2026, o Comunicado Relevante nº 3 da Audiência Pública nº 006/2026, criando duas sessões públicas presenciais adicionais para discutir a concessão de lotes de rodovias federais em Santa Catarina. As novas reuniões serão realizadas em Concórdia no dia 7 de julho e em Joaçaba no dia 8 de julho de 2026, a partir das 14h (horário de Brasília). Os locais ainda serão definidos.
As novas sessões se somam às cinco já previstas em comunicado anterior: Chapecó (9 de junho), Rio do Sul (10 de junho), Blumenau (11 de junho), Itajaí (12 de junho) e a sessão híbrida em Brasília (16 de junho).
O objeto da consulta pública é a concessão do Lote 01 e do Lote 03 das rodovias federais catarinenses. O Lote 01 é formado por trechos das rodovias BR-153/SC, BR-282/SC e BR-470/SC, com extensão total aproximada de 515,6 km. O Lote 03 compreende trechos das BR-153/SC, BR-282/SC e BR-480/SC, com extensão estimada de 166,0 km. Segundo informações divulgadas pela ANTT, os projetos de concessão preveem investimentos estimados de R$ 6,4 bilhões no Lote 01 e de R$ 2,71 bilhões no Lote 03, leilões previstos para novembro de 2026 e contratos com prazo de 30 anos. As rodovias são federais — e não estaduais —, embora situadas em Santa Catarina.
A consulta colhe sugestões e contribuições às minutas de Edital e Contrato, ao Programa de Exploração da Rodovia (PER) e aos Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) dos projetos.
O prazo para envio de contribuições à Audiência Pública nº 006/2026 foi prorrogado até as 23h59 do dia 14 de julho de 2026, possibilitando a apresentação de sugestões após a realização das sessões em Concórdia e Joaçaba.
O setor produtivo catarinense tem acompanhado o processo com atenção. A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com o desenho da concessão, alertando para a insuficiência do Programa de Exploração da Rodovia em suprir as necessidades dos corredores logísticos do Oeste do estado e para o risco de um “apagão logístico” na região, de acordo com nota publicada pela entidade em 8 de junho de 2026.