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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou, em 30 de julho de 2026, que o Conselho de Administração aprovou a realização, por sua controlada CSN Inova Ventures, de uma oferta de troca (Exchange Offer) e solicitação de consentimento (Consent Solicitation) relativa a suas notas existentes de 6,750% ao ano com vencimento em 2028, que somam cerca de US$ 1,3 bilhão e estão em circulação no mercado internacional. Pela operação, os titulares que aderirem receberão novas notas com remuneração de taxa fixa de 11,00% ao ano e vencimento em 2030, no valor de até US$ 970 milhões, além de pagamento em dinheiro de até US$ 330 milhões.
Para cada US$ 1.000,00 em valor principal das notas existentes que forem validamente ofertadas e aceitas para troca, os titulares farão jus a receber US$ 746,15 em novas notas e US$ 253,85 em dinheiro, além dos juros acumulados até a data de liquidação. As novas notas serão emitidas pela CSN Inova e contarão com garantia irrevogável, incondicional e integral da Companhia.
A remuneração das novas notas poderá ser reduzida em 50 basis points, passando de 11,00% para 10,50% ao ano, caso o valor do principal seja reduzido em pelo menos US$ 200 milhões a qualquer momento antes de 12 de fevereiro de 2028. A CSN Inova também poderá resgatar as novas notas, total ou parcialmente, a qualquer momento, pelo valor de 100% do principal acrescido dos juros acumulados e não pagos até a data de resgate.
A operação está condicionada a uma participação mínima de US$ 910 milhões, equivalente a 70% do saldo em circulação das notas existentes. O prazo de encerramento da oferta é 10 de agosto de 2026, às 17h (horário de Nova York), com liquidação prevista para 12 de agosto de 2026. A oferta será dirigida a investidores institucionais qualificados nos Estados Unidos sob a "Rule 144A" e em demais países, exceto Brasil e Estados Unidos, sob a "Regulation S". A operação não foi nem será registrada na CVM e não constitui oferta pública no Brasil.
Em conjunto com a troca, a CSN Inova está solicitando consentimentos para alterar determinadas condições da indenture que rege as notas existentes — o que permite, em termos práticos, modificar cláusulas contratuais dos títulos de 2028 como parte da reestruturação.
A operação se insere em uma estratégia mais ampla de desalavancagem da CSN ao longo de 2026. Segundo reportagem do site Agência Infra, a companhia iniciou em janeiro de 2026 processo de alienação de participações minoritárias na CSN Infraestrutura e abriu mão do controle da CSN Cimentos, com o objetivo de reduzir endividamento entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. Em março de 2026, conforme notícia do Advfn, a CSN assinou carta-compromisso para um empréstimo sindicado de US$ 1,2 bilhão (com possibilidade de expansão para US$ 1,4 bilhão), com custo atrelado à taxa Sofr mais 6% ao ano e prazo de cinco anos, destinado a refinanciar dívidas existentes.
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No mesmo fato relevante, a CSN divulgou informações financeiras preliminares e não auditadas referentes ao semestre encerrado em 30 de junho de 2026 (2T26). As expectativas incluem: receita líquida em linha com o mesmo período de 2025; EBITDA ajustado entre R$ 5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões (contra R$ 5,2 bilhões no primeiro semestre de 2025); prejuízo líquido entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão (contra prejuízo de R$ 861,9 milhões no primeiro semestre de 2025); dívida bruta não superior a R$ 54,0 bilhões (contra R$ 50,4 bilhões em 31 de março de 2026) e dívida líquida ajustada até R$ 44,0 bilhões (contra R$ 40,5 bilhões em março); e índice de alavancagem com aumento moderado, mas sem superar 3,5x.
A Companhia ressaltou que as informações preliminares estão sujeitas a ajustes finais decorrentes do fechamento contábil e não foram auditadas, revisadas ou examinadas por seus auditores independentes, não devendo ser consideradas substitutas das demonstrações financeiras elaboradas em conformidade com as IFRS.
A consumação da Exchange Offer e Consent Solicitação dependerá do atendimento ou renúncia das condições precedentes previstas na documentação, incluindo a participação mínima exigida, e de eventuais aprovações regulatórias. O fato relevante foi assinado por Antonio Marco Campos Rabello, Diretor Executivo de Finanças e de Relações com Investidores.
Fonte oficial: Comissão de Valores Mobiliários · Consultar publicação original