O Grupo Casas Bahia S.A. (BHIA3) informou, em 8 de setembro de 2026, que sua investigação interna sobre a menção da companhia em apuração do Ministério Público de São Paulo (MPSP) ainda não foi concluída. O comunicado foi divulgado em resposta a questionamento da B3 sobre notícia do Valor Econômico a respeito da Operação Ícaro, que investiga suspeitas de corrupção privada e a liberação ilegal de créditos de ICMS-ST.

Segundo a notícia reproduzida no ofício da B3, a apuração menciona a Casas Bahia e outros grupos e aponta supostos pagamentos de propina, por meio do escritório de advocacia Buttini de Moraes, para acelerar a concessão de créditos tributários. A reportagem citou R$ 49,8 milhões em pagamentos feitos pela Casas Bahia ao escritório entre 2018 e 2025, dentro de R$ 140,6 milhões pagos por clientes do escritório. O comunicado da companhia, porém, não confirma que esses pagamentos tenham sido propina; os valores são descritos no documento como pagamentos por serviços, enquanto a suspeita é apresentada no contexto da notícia e da investigação do MPSP.

A companhia afirmou que soube das investigações e da medida cautelar pela imprensa, após ter sido mencionada em reportagens de março de 2026, e que não recebeu intimação, requisição ou comunicação oficial das autoridades desde então. Ao tomar conhecimento do caso, constituiu um Comitê Independente de Investigação; a apuração foi formalmente instaurada em 17 de abril de 2026 e permanecia em andamento na data do comunicado.

De acordo com a empresa, até aquele momento não haviam sido reportadas pelo comitê ou por seus assessores externos conclusões ou achados definitivos que indicassem o envolvimento da companhia ou de seus administradores nas condutas alegadas. A Casas Bahia reiterou que repudia pagamentos de vantagens indevidas a autoridades públicas, afirmou manter políticas de compliance e disse que divulgará informações pertinentes ao mercado após a conclusão da investigação.