Checklist de due diligence de fornecedor: sete verificações e onde fazer cada uma
Uma lista prática para pequenas e médias empresas e equipes de compras públicas, com a fonte oficial gratuita de cada item e quando repetir a consulta.
Use o Atlas
Comece pelo resumo da empresa
Digite o nome ou o CNPJ. A página da empresa abre no resumo “Antes de fazer negócio”, que reúne boa parte desta lista em uma tela.
Triagem de fornecedor
Nome da empresa ou CNPJ
Selecione o CNPJ que vai assinar o contrato. O resumo traz a data da consulta.
Resposta direta
A resposta curta: sete consultas, quase todas gratuitas
Uma diligência básica de fornecedor confere sete pontos: CNPJ, sanções, dívida ativa, processos, contratos públicos, Diário Oficial e sócios. Todos têm fonte oficial gratuita.
O trabalho está em repetir. Sanções, dívidas e processos mudam durante o contrato. Defina quais itens você refaz antes de cada renovação e quais acompanha todo mês.
Passo a passo
Como fazer a consulta
- 1
Confirme o CNPJ que vai assinar
Na Receita Federal, confira razão social, situação cadastral e atividade. Use o CNPJ do estabelecimento que vai faturar.
Consultar o CNPJ na Receita - 2
Faça a Consulta Consolidada
A consulta do TCU cobre CEIS, CNEP, inidôneos do TCU e improbidade do CNJ de uma vez e gera um documento para o processo.
Abrir a Consulta Consolidada - 3
Emita as certidões que o contrato pede
Débitos federais, FGTS e débitos trabalhistas. As certidões comprovam regularidade; as consultas não.
Emitir a certidão federal - 4
Veja o resumo na página da empresa
No Atlas, “Antes de fazer negócio” mostra situação na Receita, sanções, dívida ativa da União, processos, contratos públicos e menções em diários oficiais, com a data da consulta.
Consultar uma empresa no Atlas
Conceitos essenciais
Consulta, certidão e monitoramento
Os três se completam. Tratar um como se fosse o outro deixa buracos na diligência.
- Consulta
- Mostra o que a fonte registra naquele dia. Serve para triagem e para documentar a análise.
- Certidão
- Documento com prazo de validade que comprova regularidade. É o que o edital e o contrato exigem.
- Monitoramento
- Repetir as consultas, ou receber aviso, enquanto o contrato dura. Uma sanção aplicada depois da assinatura não aparece na consulta antiga.
Rastreabilidade
Fontes da lista
Três fontes cobrem a maior parte dos itens.
Receita Federal: consulta de CNPJ
Situação cadastral, atividade, endereço e quadro de sócios.
Como entra no Atlas
É a origem do cadastro e dos sócios na página da empresa.
TCU: Consulta Consolidada de Pessoa Jurídica
Uma consulta para CEIS, CNEP, inidôneos do TCU e improbidade do CNJ.
Como entra no Atlas
O Atlas lê CEIS, CNEP e a lista do TCU; o cadastro do CNJ não está no Atlas.
PGFN: Dívida Aberta
Dívidas em cobrança com a União e o FGTS, por CNPJ.
Como entra no Atlas
O Atlas conta as inscrições ligadas ao CNPJ a partir dos dados abertos da PGFN.
Exemplo com empresas reais
Exemplo: o resumo de duas empresas lado a lado
Abra no Atlas a página da Casa da Moeda do Brasil e a da Positivo Tecnologia e compare o bloco “Antes de fazer negócio”.
- Casa da Moeda do Brasil
CNPJ 34.164.319/0001-74
Bloco “Antes de fazer negócio”
- Positivo Tecnologia
CNPJ 81.243.735/0001-48
O mesmo resumo, para comparar
- 1Cada linha é um item desta lista. Os números levam ao bloco com a fonte.
- 2“Nada consta” e “Nenhum” aparecem só quando a fonte foi lida e veio vazia. Uma linha ausente quer dizer que não há registro a mostrar ou que a fonte não respondeu.
- 3O resumo traz a data da consulta. Guarde-a junto com a análise.
Em poucos minutos você sabe onde olhar com mais cuidado. As certidões continuam sendo o documento do processo.
Para usar na prática
A lista, item por item
Fonte gratuita, o que conferir e quando repetir.
- Cadastro: situação “Ativa” e atividade compatível com o objeto. Na contratação e na renovação.
- Sanções: Consulta Consolidada do TCU. Antes de assinar e todo mês em contratos críticos.
- Dívida ativa: Dívida Aberta e certidão federal. Dentro da validade da certidão.
- Processos: DJEN, pelo nome. Leia o tipo, não só a quantidade. Todo mês em contratos críticos.
- Contratos públicos: PNCP, pelo CNPJ, para ver a experiência com o setor público. Antes de contratar.
- Diário Oficial: busca do CNPJ no in.gov.br. Todo mês em contratos críticos.
- Sócios: quadro na Receita; veja se os sócios aparecem em empresa sancionada. Na contratação e quando o quadro mudar.
Para repetir esta lista todo mês em muitos fornecedores, o Atlas Profissional segue até 50 empresas, avisa por e-mail quando um ato do Diário Oficial cita uma delas e abre 12 meses de contratos, sanções, dívida ativa e publicações. Ver o Atlas Profissional
O que a lista não resolve
- Consultas mostram o registro do dia e não substituem as certidões pedidas no edital.
- A lista é um mínimo. Contratos com dados pessoais, setor regulado ou valor alto pedem diligência maior.
Dúvidas comuns
Perguntas frequentes
O que verificar antes de contratar um fornecedor?
Situação do CNPJ, sanções, dívida ativa, processos, contratos públicos, menções no Diário Oficial e sócios, cada um com fonte oficial gratuita.
Com que frequência refazer a due diligence?
Antes de assinar e a cada renovação, no mínimo. Em contratos longos ou críticos, repita todo mês as consultas de sanções, Diário Oficial e processos, que mudam com mais frequência.
O Atlas dá uma nota de risco ao fornecedor?
Não. O Atlas mostra os registros oficiais ligados ao CNPJ e a fonte de cada um. A avaliação de risco é da sua equipe.