O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano na 281ª reunião, realizada em 16 de setembro de 2026. A decisão, de 0,25 ponto percentual, foi unânime.

No comunicado, o Copom afirmou que os indicadores mostram moderação gradual da atividade econômica, sobretudo nos setores mais cíclicos, embora a atividade permaneça resiliente e o mercado de trabalho, aquecido. A inflação cheia e a média das medidas subjacentes desaceleraram e ficaram abaixo do limite superior do intervalo de tolerância, mas ainda acima da meta.

As expectativas da pesquisa Focus para a inflação de 2026 e 2027 estavam em 4,9% e 4,3%, respectivamente, ambas acima da meta. No cenário de referência do Copom, a projeção do IPCA é de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante de política monetária.

O Comitê avaliou que os riscos de alta e de baixa para a inflação permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista. Entre os riscos de alta, citou a desancoragem das expectativas, choques de petróleo, clima e energia, maior persistência da inflação de serviços, câmbio depreciado e estímulos à demanda. Entre os riscos de baixa, apontou desaceleração doméstica ou global mais intensa e queda dos preços das commodities.

O Copom reafirmou que a magnitude total do ciclo de calibração dos juros será definida à luz de novas informações. Segundo o comunicado, o cenário exige cautela, e o Comitê manterá a restrição considerada adequada para assegurar a convergência da inflação à meta. Também seguirá acompanhando os efeitos da política fiscal sobre a política monetária e os ativos financeiros.

Votaram pela decisão Gabriel Muricca Galípolo, presidente do Banco Central, Ailton de Aquino Santos, Gilneu Francisco Astolfi Vivan, Izabela Moreira Correa, Nilton José Schneider David, Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. O comunicado da 281ª reunião foi divulgado pelo Banco Central em 16 de setembro de 2026.