RESOLUÇÃO CIG/FUNAI Nº 11, DE 28 DE JULHO DE 2026 — Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1) | Atlas Público
Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1)
RESOLUÇÃO CIG/FUNAI Nº 11, DE 28 DE JULHO DE 2026
Fundação Nacional dos Povos Indígenas
ResoluçãoAto editado
Data de publicação
18/08/2026
Data de assinatura
28/07/2026
A data de publicação não é a data de vigência; quando o ato define a vigência, ela está no próprio texto.
Texto do ato
RESOLUÇÃO CIG/FUNAI Nº 11, DE 28 DE JULHO DE 2026
Aprova a revisão do Plano Estratégico Institucional - PEI da Fundação Nacional os Povo Indígenas para o biênio 2026-2027.
O COMITÊ INTERNO DE GOVERNANÇA - CIG DA FUNDAÇÃO NACIONAL DOS POVOS INDÍGENAS - Funai, no uso das atribuições que lhe confere a Portaria nº 118, de 17 de fevereiro de 2021, e tendo em vista o disposto na Lei nº 14.802, de 10 janeiro de 2024, na Instrução Normativa nº 24, de 18 de março de 2020, e na Portaria Funai nº 1319, de 24 de abril de 2024, resolve:
Art. 1º Esta Resolução aprova a revisão do Plano Estratégico Institucional - PEI da Fundação Nacional dos Povos Indígenas para o biênio 2026-2027, na forma do seu Anexo.
Parágrafo único. O Plano Estratégico Institucional para o quadriênio 2024-2027 foi aprovado pela Resolução nº 5/2024/CIG/Funai, de 06 de maio de 2024, permanecendo vigentes as disposições não alteradas pela presente revisão.
Art. 2º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
LUCIA ALBERTA ANDRADE BARÉ
ANEXOPLANO ESTRATÉGICO INSTITUCIONAL DA FUNAI PARA O BIÊNIO 2026 - 2027
Introdução
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas - Funai reconhece que o planejamento estratégico constitui instrumento essencial para orientar sua atuação institucional e fortalecer sua capacidade de executar e monitorar a política indigenista, com vistas à garantia dos direitos e da autonomia dos povos indígenas no Brasil. Nesse contexto, o Plano Estratégico Institucional (PEI) 2024 - 2027 foi estruturado de forma participativa e alinhada às diretrizes governamentais vigentes, estabelecendo objetivos, metas e iniciativas voltados ao cumprimento da missão institucional da Fundação.
Considerando a dinâmica do ambiente institucional, as transformações dos contextos político, social e econômico, bem como os resultados alcançados desde o início da implementação do Plano, tornou-se necessária a revisão do PEI como instrumento de aperfeiçoamento contínuo da gestão estratégica. Tal processo busca avaliar o desempenho dos objetivos, indicadores, metas e projetos estratégicos, identificando avanços, desafios e oportunidades de melhoria.
A revisão do PEI reafirma o compromisso da Funai com uma gestão orientada para resultados, participativa e baseada em evidências, fortalecendo a integração entre as unidades organizacionais e promovendo maior alinhamento entre as prioridades institucionais e as demandas dos povos indígenas.
Mantendo os princípios que nortearam a elaboração do PEI original, a revisão considera a complexidade e a intersetorialidade da política indigenista, bem como a necessidade de coordenação com diversos órgãos e instituições para o alcance dos objetivos estratégicos da Fundação. Dessa forma, busca-se assegurar que o planejamento institucional permaneça aderente à realidade organizacional, às diretrizes governamentais e aos desafios contemporâneos relacionados à promoção e à proteção dos direitos dos povos indígenas.
Nesse sentido, a revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI) 2024-2027 foi realizada a partir das oficinas promovidas com as áreas finalísticas, gerenciais e de suporte da Funai, ocorridas no período de 13 a 26 de maio de 2026\. O processo teve como objetivo avaliar o desempenho do Plano e atualizar objetivos, indicadores, metas e projetos estratégicos para o biênio 2026 - 2027, considerando os resultados alcançados até o momento e os novos desafios institucionais identificados.
A revisão fundamentou-se no monitoramento da execução do PEI, no alinhamento com o Plano Plurianual (PPA) 2024 - 2027, na adequação à capacidade institucional e nas mudanças decorrentes da reestruturação organizacional da Funai ocorrida em 2025\. Nesse contexto, buscou-se aperfeiçoar os instrumentos de gestão estratégica, de modo a garantir maior aderência entre o planejamento institucional e a realidade organizacional da Fundação.
Informações do ato
Seção
Seção 1
Edição
155
Página
109
Órgão
Ministério dos Povos Indígenas
Unidade
Fundação Nacional dos Povos Indígenas
Número do ato
11
Disponibilidade da fonte
Coleção
Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1)
Histórico desde
03/11/2025
Última verificação
06/10/2026 às 02:02
Limitações
O Atlas guarda o DOU a partir de 3 de novembro de 2025; atos anteriores não estão nesta coleção.
Somente a Seção 1 e somente os tipos de ato normativo listados; despachos, extratos, editais e atos de pessoal ficam de fora.
Um ato cujo texto integral não foi coletado aparece com o texto indisponível; o link oficial continua valendo.
Datas de publicação no fuso de Brasília; a data de publicação não é a data de vigência.
Identificador no Atlas: dou:713328 · na fonte: resolucao-cig/funai-n-11-de-28-de-julho-de-2026-725922890 · lido pelo Atlas em 06/10/2026 às 03:54.
A metodologia adotada contemplou a análise comparativa entre o PEI vigente e a proposta revisada, a avaliação da execução dos objetivos e das metas, a verificação da aderência ao PPA, a análise das contribuições apresentadas pelas áreas técnicas e a revisão do portfólio de projetos estratégicos.
Durante o processo de revisão, foram promovidos ajustes voltados ao alinhamento dos indicadores e metas aos parâmetros do PPA, à adequação das metas à capacidade de execução institucional, ao aperfeiçoamento conceitual e metodológico dos indicadores, à inclusão de novos indicadores e metas estratégicas e à atualização dos projetos estratégicos vinculados aos objetivos institucionais. Também foram revisadas metodologias de apuração, incluindo a conversão de indicadores não cumulativos em cumulativos, quando tecnicamente recomendável.
As alterações foram consolidadas por eixo estratégico. No âmbito dos objetivos finalísticos, a revisão considerou a reestruturação organizacional da Funai promovida pelo Decreto nº 12.581, de 6 de agosto de 2025, que alterou a estrutura anteriormente estabelecida pelo Decreto nº 11.226, de 7 de outubro de 2022\. Em decorrência dessa mudança, a organização dos eixos estratégicos passou a refletir a nova configuração das diretorias finalísticas da Fundação.
Dessa forma, o eixo Direitos Sociais passou a denominar-se Direitos Humanos e Políticas Sociais; o eixo Demarcação e Proteção Territorial foi desmembrado nos eixos Demarcação de Terras Indígenas e Proteção Territorial; e o eixo Gestão Ambiental e Territorial nos Territórios Indígenas teve sua denominação ajustada para Gestão Ambiental e Territorial, em conformidade com a nomenclatura adotada pela respectiva diretoria.
A presente revisão reafirma o compromisso da Funai com o aperfeiçoamento contínuo de sua gestão estratégica, fortalecendo sua capacidade institucional e contribuindo para a implementação de políticas públicas cada vez mais efetivas na promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas.
Em decorrência das alterações promovidas, o Mapa Estratégico da Funai foi atualizado, refletindo os ajustes realizados nos objetivos, indicadores, metas e na estrutura organizacional da Fundação, podendo ser consultado no endereço eletrônico da Funai.
Objetivos Finalísticos
Eixo Demarcação de Terras Indígenas
O Eixo Demarcação de Terras Indígenas compreende as ações voltadas à identificação, delimitação e regularização fundiária dos territórios tradicionalmente ocupados pelos povos indígenas, constituindo uma dimensão central da política indigenista e da garantia dos direitos territoriais desses povos.
No processo de revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI), o eixo foi aperfeiçoado por meio do fortalecimento do alinhamento com o Plano Plurianual (PPA), da padronização metodológica de metas e indicadores, com destaque para a adoção de metas cumulativas, e da recalibragem dos resultados pactuados com base no histórico de execução e na capacidade institucional. Essas adequações conferem maior consistência ao planejamento, ampliam a capacidade de monitoramento e avaliação e promovem maior coerência entre os resultados esperados e a capacidade de entrega institucional.
Adicionalmente, a carteira de projetos do eixo passou por um processo de revisão e reestruturação, com vistas a aprimorar sua aderência à estrutura organizacional e às competências institucionais. Nesse contexto, o projeto p.01 foi substituído por uma nova iniciativa estratégica voltada ao fortalecimento dos instrumentos de orientação e padronização das atividades relacionadas à demarcação de terras indígenas. A mudança contribui para o aperfeiçoamento dos processos de trabalho, para a qualificação da atuação técnica das equipes e para uma melhor definição dos escopos de atuação das unidades envolvidas, promovendo maior coerência na gestão das iniciativas estratégicas.
Além disso, foi incorporado um novo projeto estratégico destinado a fortalecer a atuação institucional no tema e a atender demandas identificadas durante o processo de revisão do planejamento. Essa iniciativa amplia a capacidade de execução das ações do eixo e reforça a articulação entre planejamento, gestão e resultados.
As alterações implementadas tornam o planejamento mais realista e aderente às capacidades institucionais, além de contribuir para o aprimoramento da governança, para o fortalecimento do monitoramento e da avaliação dos resultados e para um melhor alinhamento da carteira de projetos aos objetivos estratégicos do eixo.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | ------------------------------------------ | ------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.01 - Número de terras indígenas delimitadas | Delimitar 28 terras indígenas:2024: 112025: 10 | Didem | | | | 2026: 192027: 28(cumulativa) | | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.02 - Número de terras indígenas encaminhadas para portaria declaratória | Encaminhar 24 processos de terras indígenas para expedição de | Didem | | | | portaria declaratória:2024: 102025: 15 | | | | | 2026: 202027: 24(cumulativa) | | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.03 - Número de terras indígenas georreferenciadas | Georreferenciar 26 terras indígenas:2024: 122025: 17 | Didem | | | | 2026: 232027: 26(cumulativa) | | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.04 - Número de terras indígenas registradas | Registrar 24 terras indígenas em cartório:2024: 6 | Didem | | | | 2025: 122026: 182027: 24(cumulativa) | | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.05 - Número de ocupações de não-indígenas indenizadas | Indenizar 220 ocupações não-indígenas2024: 30 | Didem | | | | 2025: 602026: 1902027: 220(cumulativa) | | | Avançar na demarcação das terras indígenas | i.06 - Número de reservas indígenas constituídas | Constituir reservas indígenas:2024: 12025: 2 | Didem | | | | 2026: 282027: 32(cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.01 - Padronizar os instrumentos que norteiam as políticas de demarcação e proteção territorial, contemplando a revisão e publicação de manuais (EXCLUÍDO) | 2024 -2027 | DPT | | p.02 - Propor normativa conjunta com ICMBio sobre fluxos de regularização de terras indígenas que incidam em unidades de conservação federais já constituídas | 2024 -2027 | Didem | | p.03 - Elaborar Instrução Normativa sobre procedimentos para constituição de reserva indígena no âmbito da Funai | 2024 -2026 | Didem | | p.29 - Atualizar o Manual de Demarcação Física de Terras Indígenas (novo projeto) | 2026 - 2027 | Didem | | p.31 - Criar lista pública de reivindicações fundiárias indígenas para transparência no portal da Funai (novo projeto) | 2026 | Didem |
Eixo Proteção Territorial
O Eixo Proteção Territorial contempla as ações de monitoramento, fiscalização e proteção das terras indígenas, com foco na garantia da integridade territorial e na salvaguarda dos povos indígenas, especialmente daqueles em situação de maior vulnerabilidade, como os povos indígenas isolados e de recente contato.
No processo de revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI), o eixo foi aperfeiçoado com vistas à adequação das metas à capacidade institucional de execução, à qualificação dos indicadores e à padronização metodológica, especialmente por meio da adoção de metas cumulativas. Também foram realizados ajustes para promover maior alinhamento entre metas, indicadores e iniciativas estratégicas previstas no Plano Plurianual (PPA), bem como aperfeiçoamentos nas descrições e metodologias de acompanhamento, conferindo maior consistência, coerência e efetividade aos instrumentos de planejamento.
Adicionalmente, a carteira de projetos do eixo foi revisada mediante a substituição do projeto p.01 por uma nova iniciativa estratégica voltada ao aprimoramento dos instrumentos de orientação e padronização da atuação institucional em proteção territorial. A mudança contribui para o aperfeiçoamento dos processos de trabalho, a atualização dos referenciais metodológicos da área e o fortalecimento da capacidade institucional de planejamento, coordenação e execução das ações de proteção territorial.
As alterações implementadas tornam o planejamento mais realista e aderente às capacidades institucionais, além de aprimorarem os mecanismos de monitoramento, avaliação e gestão das ações de proteção territorial, contribuindo para uma atuação mais eficiente, integrada e alinhada às prioridades institucionais.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | -------------------------------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Monitorar e proteger os povos indígenas isolados | i.07 - Número de portarias de restrição de uso publicadas | Ampliar de 6 para 8 o número de portarias de restrição de uso publicadas: | DPT | | | | 2024: 72025: 72026: 82027: 8(cumulativa) | | | Monitorar e proteger os povos indígenas isolados | i.08 - Número de planos de proteção etnoambiental de áreas | Elaborar 04 planos de proteção:2025: 2 | DPT | | | com presença de povosindígenas isolados elaborados | 2026: 32027: 4(cumulativa) | | | Monitorar e proteger os povos indígenas isolados | i.09 - Número de registros de povos indígenas isolados a qualificar | Reduzir de 86 (referência: 2017) para 78 onúmero de | DPT | | | | registros a serem qualificados:2024: 842025: 82 | | | | | 2026: 802027: 78(cumulativa) | | | Fortalecer políticas específicas de defesa da vida e de redução das vulnerabilidades dos povos indígenas | i.10 - Número de programas específicos para povos de recente contato vigentes | Ampliar de 01 para 03 o número de programas vigentes:2024: 2 | DPT | | de recente contato | | 2025: 22026: 22027: 3(cumulativa) | | | Monitorar e proteger as terras indígenas | i.11 - Número de brigadas indígenas constituídas | Constituir brigadas indígenas por ano:2024: 45 | DPT | | | | 2025: 902026: 1352027: 180(cumulativa) | | | Monitorar e proteger as terras indígenas | i.12 - Número de terras indígenas fiscalizadas no ano | Realizar ações e operações de fiscalização em 84 terras indígenas por ano: | DPT | | | | 2024: 842025: 842026: 842027: 84(não cumulativa) | | | Monitorar e proteger as terras indígenas | i.13 - Número de indígenas formados no Programa de Capacitação em Proteção Territorial | Formar 80 indígenas por ano:2024: 802025: 160 | DPT | | | | 2026: 2402027: 320(cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.04 - Normatizar os processos de qualificação e confirmação dos registros, bem como de monitoramento dos territórios e dos povos indígenas isolados | 2024 -2027 | DPT | | p.05 - Normatizar diretrizes gerais para elaboração de programas específicos para povos de recente contato | 2024 -2027 | DPT | | p.06 - Normatizar procedimentos de proposição de portarias de restrição de uso | 2024 -2026 | DPT | | p.07 - Propor regulamentação do poder de polícia da Funai | 2024 -2027 | DPT | | p.30 - Atualizar o Manual de Proteção Territorial(novo projeto) | 2026 | DPT |
Eixo Direitos Humanos e Políticas Sociais
O Eixo de Direitos Humanos e Políticas Sociais reúne as ações voltadas à promoção do acesso dos povos indígenas às políticas públicas, de forma culturalmente adequada, bem como à garantia de seus direitos sociais.
No processo de revisão do PEI, este eixo foi ampliado e qualificado, com ajustes nas metas e indicadores, refletindo o fortalecimento da atuação institucional e a adequação à capacidade operacional da Fundação.
Destaca-se, ainda, a criação de novos objetivos estratégicos voltados à assistência a povos indígenas em situação de insegurança alimentar e ao fortalecimento da prevenção, monitoramento e resposta a riscos e desastres em terras indígenas, ampliando a capacidade institucional de resposta às vulnerabilidades sociais e situações emergenciais.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | -------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ | -------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Promover o acesso culturalmente adequado dos povos indígenas às | i.14 - Número de indígenas com Certidão de Atividade Rural emitidas pela | Emissão de CEAR por ano:2024: 30.0002025: 60.000 | DHPS | | políticas sociais | Funai | 2026: 135.0002027: 165.000(cumulativa) | | | Promover o acesso culturalmente adequado dos povos indígenas às | i.15 - Número de ações itinerantes de promoção do acesso à documentação civil e | Realizar ações por ano:2024: 202025: 402026: 277 | DHPS | | políticas sociais | benefícios sociais apoiadas | 2027: 377(cumulativa) | | | Promover o acesso culturalmente adequado dos povos indígenas às políticas sociais | i.16 - Quantidade de Redes Intersetoriais de proteção social (saúde e assistência social) em funcionamento | Número de Redes em funcionamento:2024: 52025: 82026: 41 | DHPS | | | | 2027: 57Número base: 4(cumulativa) | | | Promover o acesso culturalmente adequado dos povos indígenas às | i.17 - Número de instâncias de controle social de direitos humanos políticas | 2024: 292025: 312026: 372027: 38 | DHPS | | políticas sociais | sociais com participação da Funai | Número base: 27(cumulativa) | | | Fortalecer as ações voltadas à garantia dos direitos etários, de orientação sexual e de gênero dos | i.19 - Número de eventos para grupos etários específicos, de gênero e de orientação sexual comprevisão expressa de | Eventos no período:2024: 122025: 242026: 1002027: 110 | DHPS | | povos indígenas, com ênfase nos processos de participação social | atendimento às especificidades da população indígena e | (cumulativa) | | | | com ênfase nos processos de participação social | | | | Avançar na garantia do direito a convivência familiar e comunitária | i.20 - Relatório de acompanhamento junto à equipe interdisciplinar | 6 relatórios por ano, 24 relatórios por período:2024: 62025: 6 | DHPS | | (DCFC) das crianças e jovens indígenas. | | 2026: 62027: 6(não cumulativa) | | | Fortalecer a educação escolar indígena | i.21 - Ações/projetos executados | 12 ações por ano, 48 ações no período:2024: 122025: 12 | DHPS | | | | 2026: 122027: 12(não cumulativa) | | | Apoiar Processos Educativos Comunitários | i.22 - Número de ações voltadas ao apoio das iniciativas de educação comunitária de | 12 ações por ano, 48 ações no período:2024: 122025: 12 | DHPS | | | valorização de conhecimentos, línguas, expressões culturais, memórias e identidades indígenas | 2026: 122027: 12(não cumulativa) | | | Assistir povos indígenas em situação de insegurança alimentar e | i.39 - Ações de entrega de alimentos às comunidades em situação de | Ações por ano2026: 182027: 36(cumulativa) | DHPS | | emergências | insegurança alimentar acometidas por emergências (nova meta) | | | | Fortalecer a prevenção, monitoramento e resposta a riscos e | i.40 - Parcerias institucionais formalizadas para monitoramento de | Número de parcerias estabelecidas2026: 22027: 4 | DHPS | | desastres em terras indígenas | mudanças climáticas, gestão de riscos e resposta a desastres em terras indígenas (nova meta) | (cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | ------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.09 - Divulgar direitos dos povos indígenas nas línguas indígenas | 2024 a 2027 | DHPS | | p.33 - Capacitação institucional em mediação e conciliação de conflitos(novo projeto) | 2026 - 2027 | DHPS |
Eixo Gestão Ambiental e Territorial
O Eixo de Gestão Ambiental e Territorial compreende as ações voltadas à gestão territorial e socioambiental, à recuperação ambiental, ao apoio à produção sustentável e à promoção do uso adequado dos recursos naturais nos territórios indígenas.
No processo de revisão do PEI, este eixo foi aprimorado por meio de ajustes nas metas e indicadores, com destaque para o alinhamento ao Plano Plurianual (PPA), a ampliação de metas já existentes e a padronização metodológica, especialmente quanto à adoção de valores cumulativos.
As alterações também contemplaram a qualificação dos indicadores e a reorganização de competências, incluindo a incorporação de ações relacionadas à infraestrutura comunitária, anteriormente alocadas em outro eixo, conferindo maior coerência à estrutura do planejamento.
Esse conjunto de ajustes contribui para o fortalecimento da capacidade institucional de gestão territorial e ambiental, com maior consistência metodológica, realismo na definição das metas e alinhamento aos instrumentos de planejamento governamental.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | ------------------------------------------------------------------------------- | -------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Promover o acesso de forma qualificada às políticas públicas de infraestruturas | i.18 - Número de Anuências de Obras e Serviços em Terras Indígenas emitidas | Emitir anuências de obras e serviços em terras indígenas:2024: 30 | Digat | | comunitárias em terras indígenas | | 2025: 602026: 4702027: 570(cumulativa) | | | Promover a gestão territorial e socioambiental dos territórios indígenas | i.23 - Número de IGATIs elaborados ou revisados | Apoiar a elaboração e ou revisão de IGATIs:2024: 102025: 20 | Digat | | | | 2026: 302027: 40(cumulativa) | | | Promover a gestão territorial e socioambiental dos territórios indígenas | i.24 - Área com processo de recuperação ambiental em andamento | 2024: 50 ha2025: 100 ha2026: 300 ha2027: 400 ha(cumulativa) | Digat | | Promover a gestão territorial e socioambiental dos territórios indígenas | i.25 - Número de indígenas formados em gestão territorial e ambiental de | 2024: 1502025: 3002026: 900 | Digat | | | territórios indígenas e para o enfrentamento da emergência climática | 2027: 1200(cumulativa) | | | Promover a gestão territorial e socioambiental dos territórios indígenas | i.26 - Número de oitivas realizadas | Realizar oitivas:2024: 1002025: 2102026: 420 | Digat | | | | 2027: 570(cumulativa) | | | Promover a sociobioeconomia indígena | i.27 - Percentual de projetos apoiados de acordo com o conceito de sociobioeconomia | Garantir que, anualmente, pelo menos 25% da totalidade dos | Digat | | | | projetos apoiados pela CGap estejam em consonância com o conceito de sociobioeconomia | | | Promover a utilização dos recursos da Renda do Patrimônio Indígena (RPI) de | i.28 - Percentual de projetos/ programas da RPI com Planos de Aprimoramento elaborados | 2024: 25%2025: 50%2026: 75%2027: 100%(cumulativa) | CGPE/Pres-Funai | | forma participativa, célere, efetiva e segura | | | |
| Carteira de projetos | | | | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.08 - Elaborar norma de implementação de obras de infraestrutura comunitária em terras indígenas | 2024 a 2027 | Digat | | p.10 - Elaborar um Programa de Estruturação de Atividades Produtivas em Terras Indígenas | 2024-2027 | Digat | | p.11 - Formular instrumento apropriado para disciplinar a atuação da FUNAI nas questões de recuperação ambiental | 2024-2027 | Digat | | p.12 - Elaborar documento com orientações para programas e projetos de REDD+ em terras indígenas | 2024-2027 | Digat |
Eixo Direitos Culturais e Linguísticos
O Eixo Direitos Culturais e Linguísticos contempla ações voltadas à valorização, promoção, fortalecimento e preservação das culturas, memórias, conhecimentos tradicionais e línguas dos povos indígenas, contribuindo para a proteção e a transmissão de seus patrimônios culturais.
No processo de revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI), o eixo passou por uma reavaliação de seus objetivos, indicadores, metas e projetos estratégicos, com vistas ao aprimoramento da gestão, ao fortalecimento do monitoramento dos resultados e ao alinhamento das iniciativas às capacidades institucionais da Fundação.
Nesse contexto, foram promovidos ajustes metodológicos nos indicadores, com a adoção de metas cumulativas e o aperfeiçoamento de conceitos e critérios de mensuração, buscando maior consistência, efetividade e aderência aos resultados esperados.
Além disso, a carteira de projetos foi racionalizada, priorizando iniciativas com maior maturidade, viabilidade operacional e potencial de geração de resultados estratégicos. Em decorrência dessa análise, os projetos p.13, p.14 e p.15 foram excluídos da carteira, uma vez que apresentavam limitações relacionadas à capacidade de execução, sobreposição de escopo com outras ações institucionais ou baixa aderência às diretrizes estratégicas revisadas do eixo. A medida busca concentrar esforços e recursos em iniciativas mais estruturantes, exequíveis e alinhadas aos objetivos institucionais, contribuindo para uma gestão mais eficiente e orientada a resultados.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | ----------------------------------------------------------------------------------------------- | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Promover ações de valorização, de conscientização e de divulgação de memórias, saberes, | i.29 - Número anual de eventos de intercâmbio de saberes sobre as memórias, tradições, artes e culturas indígenas. | Promover 1 evento de intercâmbio de saberes sobre as memórias, tradições, artes e | MNPI | | tradições, artes e culturas dos povos indígenas | | culturas indígenas por ano:2024: 12025: 1 | | | | | 2026: 12027: 1(não cumulativa) | | | Promover ações de valorização, de conscientização e de divulgação de memórias, saberes, | i.30 - Número de projetos e oficinas para ampliar o acesso dos povos indígenas aos acervos de valor histórico e cultural | Apoiar por ano 2 projetos ou oficinas para ampliar o acesso dos povos indígenas à | MNPI | | tradições, artes e culturas dos povos indígenas | | documentação ou ao acervo de valor histórico e cultural:2024: 22025: 4 | | | | | 2026: 62027: 8(cumulativa) | | | Promover iniciativas estratégicas para promoção da diversidade linguística e direitos culturais | i.31 - Número de iniciativas e ações estratégicas que contemplem diversidade cultural e linguística dos povos indígenas realizadas | Realizar 1 iniciativa estratégica por ano que contemple a diversidade linguística e | MNPI | | | | cultural dos povos indígenas(Total 4):2024: 1 | | | | | 2025: 22026: 32027: 4(cumulativa) | | | Preservar, vitalizar e revitalizar as línguas indígenas | i.32 - Número de projetos de preservação de línguas indígenas realizados | Realizar 3 (três) projetos de preservação de línguas indígenas por ano | MNPI | | | | (Total 12):2024: 32025: 62026: 9 | | | | | 2027: 12(cumulativa) | | | Salvaguardar o patrimônio cultural dos Povos Indígenas, com prioridade para povos de recente | i.33 - Número de projetos apoiados, voltados a ações de preservação do patrimônio cultural, contemplando | Apoiar 16 (dezesseis) projetos por ano voltados à preservação do patrimônio cultural, | MNPI | | contato | diversidade de biomas | contemplando diversidade de biomas(Total 64):2024: 16 | | | | | 2025: 322026: 482027: 64(cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.13 - Implementar a política de comercialização de expressões culturais, tradicionais e contemporâneas, tendo como principal dispositivo a loja Artindia(EXCLUÍDO) | 01/2024 até 12/2027 | MNPI | | p.14 - Promover a criação de protocolos comunitários para aprimorar a salvaguarda do patrimônio cultural dos povos indígenas mediante consultas(EXCLUÍDO) | 01/2024 até 12/2027 | MNPI | | p.15 - Apoiar a tradução para línguas indígenas de marcos legais para povos indígenas, contemplada a diversidade de biomas(EXCLUÍDO) | 01/2024 até 12/2027 | MNPI | | p.16 - Promover a revisão das políticas de gestão de acervos digitais do Museu do Índio | 01/2024 até 12/2027 | MNPI |
Objetivos Gerenciais
Os Objetivos Gerenciais abrangem as ações voltadas ao fortalecimento da governança institucional, ao aprimoramento da gestão e à consolidação de mecanismos de controle, integridade, coordenação e suporte à tomada de decisão.
No processo de revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI), foram promovidos aperfeiçoamentos nas iniciativas estratégicas, incluindo a incorporação de ações relacionadas à Governança de Tecnologia da Informação, com vistas a alinhar o planejamento institucional às demandas contemporâneas da administração pública e aos processos de transformação digital.
As alterações realizadas contribuem para o fortalecimento da capacidade institucional de planejamento, monitoramento, gestão de riscos e entrega de resultados, promovendo maior integração entre as áreas finalísticas e de apoio.
No âmbito da carteira de projetos, o Projeto P.17 foi excluído em razão da necessidade de redefinição e melhor delimitação de seu escopo, visando maior aderência às diretrizes estratégicas e aos resultados pretendidos. Em seu lugar, foi estruturado um novo projeto com escopo mais específico e alinhado às prioridades institucionais, permitindo maior clareza na definição das entregas, melhor acompanhamento da execução e maior efetividade na mensuração dos resultados. Adicionalmente, foram criados projetos voltados à Governança de Tecnologia da Informação, com o objetivo de fortalecer os processos de planejamento, gestão, segurança e inovação tecnológica, ampliando a capacidade institucional de suporte às atividades finalísticas e administrativas.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | ---------------------------------------------------------------------------------- | --------------------------------------------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------ | -------------------- | | Fortalecer os arranjos de governança institucional descentralizada e participativa | i.34 - Índice Grau de Maturidade de Gestão de Risco - GMR | acima de 40% | Gabinete Presidência | | Fortalecer a cultura e os mecanismos de controles internos de gestão | i.35 - Percentual de cumprimento do Plano Anual de Auditoria Interna (PAINT) | 100% | Gabinete Presidência | | Fomentar a Conduta Ética Institucional | i.36 - Trabalhos Preventivos e de Orientação sobre Aspectos Disciplinares realizados | 2026: 202027: 24(cumulativa) | Gabinete Presidência | | Fortalecer a governança de Tecnologia da Informação da Funai | i.41 - Número de ações de governança de Tecnologia da Informação concluídas (nova meta) | Concluir 20 ações de governança de Tecnologia da Informação: | Dages | | | | 2026: 102027: 20(cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ---------------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.17 - Instituir a política de gestão de dados(EXCLUÍDO) | 2024 a 2027 | Gabinete Presidência | | p.18 - Instituir a política de gestão de riscos | 2024 a 2027 | Gabinete Presidência | | p.19 - Remodelar a estrutura organizacional(concluído) | março/2024 à agosto de 2024 | Dages | | p.20 - Instituir o Programa de Integridade | maio/2024 a2027 | Gabinete Presidência | | p.21 - Desenvolver novo Sistema Indigenista de Informações (SII), módulo básico fundiário | 2024-2027 | Dages e Didem | | p.22 - Implantar o repositório arquivístico digital da Funai | 2024-2027 | Dages | | p.23 - Estabelecer orientações de trabalho contendo fluxos e procedimentos internos a atividade correcional(concluído) | Janeiro/2024 a dezembro/2024 | Gabinete Presidência | | p.24 - Elaborar Painel de Monitoramento das Atividades Correcionais(concluído) | Janeiro/2024 a dezembro/2024 | Gabinete Presidência | | p.32 - Instituir a política de tratamento de dados pessoais (novo projeto) | 2026 a 2027 | Gabinete Presidência | | p.34 - Implantar ferramentas automatizadas para verificação da qualidade e execução de testes de software (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.35 - Remodelar a documentação e padronizar os processos de desenvolvimento de sistemas, incluindo processos de garantia de qualidade e testes (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.36 - Padronizar os métodos de gerenciamento de projetos de desenvolvimento de sistemas (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.37 - Estabelecer metodologia de desenvolvimento de software (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.38 - Estabelecer a Estratégia de Inteligência Artificial (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.39 - Estabelecer a Estratégia de Infraestrutura Computacional (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.40 - Estabelecer o Plano de Acompanhamento do PDTIC (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.41 - Estabelecer campanha de conscientização da segurança da informação (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages | | p.42 - Revisar a Política de Segurança da Informação (novo projeto) | 2026 - 2027 | Dages |
Objetivos de Suporte
Os Objetivos de Suporte reúnem as ações voltadas à sustentação administrativa, logística e operacional da Fundação, essenciais para viabilizar a execução das políticas finalísticas.
No processo de revisão do Plano Estratégico Institucional (PEI), foram realizados ajustes orientados à adequação das metas à capacidade operacional, considerando limitações de recursos humanos, restrições orçamentárias e a complexidade das atividades de suporte.
As alterações promovem maior realismo, eficiência e coerência entre o planejamento e a capacidade institucional de execução.
| Objetivo | Indicador | Meta do indicador | Unidade responsável | | ------------------------------------------------------------------ | --------------------------------------------------- | ------------------------------------------------------------------- | ------------------- | | Regularizar a situação patrimonial da Funai | i.37 - Unidades com contas patrimoniais conciliadas | 2024: Sede e 2 CRs2025: MI e 1 CR2026: 5 CRs2027: 7 CRs(cumulativa) | Dages | | Aperfeiçoar e monitorar a gestão de contratação de bens e serviços | i.38 - Licitações centrais realizadas | i.38 - Licitações centralizadas realizadas:2024: 3 | Dages | | | | 2025: 32026: 22027: 2(não cumulativa) | |
| Carteira de projetos | | | | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------- | ------------------------ | | Projeto PEI | Período de início e fim | Responsável pelo projeto | | p.25 - Normatizar as escalas de revezamento para servidores que executam trabalhos de longa duração em territórios indígenas | 2024 - 2027 | Dages | | p.26 - Implantar o Programa de Gestão e Desempenho (concluído) | 07/2024 - 07/2025 | Dages | | p.27 - Implantar metodologia de Dimensionamento da Força de Trabalho (concluído) | 09/2024 - 09/2026 | Dages | | p.28 - Elaborar ato normativo do Programa de Estágio da Funai | 2024 - 2027 | Dages |
Considerações finais
A revisão do Plano Estratégico Institucional 2024-2027, com foco no biênio 2026-2027, representa um importante aperfeiçoamento do processo de planejamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), ao promover maior alinhamento entre as metas institucionais, a capacidade de execução organizacional e as diretrizes estabelecidas no Plano Plurianual (PPA).
O processo de revisão possibilitou a qualificação dos indicadores, o aprimoramento metodológico do monitoramento estratégico, especialmente quanto à adoção de metas cumulativas quando aplicável, e a adequação das metas à realidade institucional observada ao longo da implementação do Plano. Como resultado, obteve-se um instrumento de gestão mais consistente, factível e orientado para a geração de resultados.
Destacam-se, nesse contexto, a incorporação de novos objetivos estratégicos voltados à segurança alimentar e à gestão de riscos e emergências, a racionalização de metas e projetos estratégicos e a reorganização dos eixos finalísticos em consonância com a estrutura organizacional vigente da Fundação.
As alterações realizadas refletem, ainda, o processo de reestruturação organizacional da Funai, fortalecendo a coerência entre as competências institucionais, os objetivos estratégicos e as entregas esperadas, além de contribuir para o aprimoramento da governança, da transparência e da responsabilização das unidades envolvidas na execução do Plano.
De forma geral, a revisão contribui para o fortalecimento da capacidade institucional de planejar, executar, monitorar e avaliar suas ações, promovendo maior efetividade na implementação das políticas públicas indigenistas e ampliando as condições para o alcance dos resultados pactuados.
Nesse sentido, o PEI revisado consolida-se como um instrumento estratégico mais aderente ao contexto institucional atual, alinhado às prioridades governamentais e aos desafios contemporâneos da política indigenista. Mais do que uma atualização de metas e indicadores, a revisão reafirma o compromisso da Funai com a melhoria contínua da gestão pública, com o fortalecimento de suas capacidades institucionais e com a promoção e proteção dos direitos dos povos indígenas, orientando a atuação da Fundação até o término do ciclo estratégico 2024-2027.
Por fim, a presente revisão reforça a importância do monitoramento contínuo e da avaliação periódica da estratégia institucional, assegurando que o planejamento permaneça como instrumento dinâmico de apoio à tomada de decisão e à geração de valor público para os povos indígenas e para a sociedade brasileira.
Mapa Estratégico
MISSÃO
Executar e monitorar a política indigenista com vistas à garantia dos direitos e da autonomia dos povos indígenas no Brasil.
VISÃO
Ser uma instituição, fortalecida e reconhecida pelos povos indígenas e sociedade em geral, de excelência na execução e no monitoramento da política indigenista no Brasil.
Garantir aos povos indígenas o reconhecimento, a posse plena e a sustentabilidade dos seus territórios com usufruto exclusivo, assegurando plenas condições materiais de alcance do bem viver, a integridade do patrimônio indígena, o ambiente saudável, protegido e conservado, soberania alimentar, bem como justiça socioambiental e climática, respeitando sua autodeterminação, sua pluralidade étnico-cultural e seu protagonismo na gestão das políticas públicas que lhes são afetas.
Reconhecer e efetivar os direitos pluriétnico-culturais e sociais dos povos indígenas, assegurando a preservação e a valorização dos seus saberes, culturas, tradições, línguas e memórias, bem como o pleno exercício da cidadania e o acesso culturalmente adequado às políticas e serviços públicos de garantia dos direitos sociais, respeitando sua autodeterminação, sua pluralidade étnico-cultural e seu protagonismo na gestão das políticas públicas que lhes são afetas.
Processos Internos
Eixo Demarcação de Terras Indígenas
Avançar na demarcação das terras indígenas.
Eixo Proteção Territorial
Monitorar e proteger os povos indígenas isolados.
Fortalecer políticas específicas de defesa da vida e de redução das vulnerabilidades dos povos indígenas de recente contato.
Monitorar e proteger as terras indígenas.
Eixo Direitos Humanos e Políticas Sociais
Promover o acesso culturalmente adequado dos povos indígenas às políticas sociais.
Fortalecer as ações voltadas à garantia dos direitos etários, de orientação sexual e de gênero dos povos indígenas, com ênfase nos processos de participação social.
Avançar na garantia do direito a convivência familiar e comunitária (DCFC) das crianças e jovens indígenas.
Fortalecer a educação escolar indígena.
Apoiar Processos Educativos Comunitários.
Assistir povos indígenas em situação de insegurança alimentar e emergências
Fortalecer a prevenção, monitoramento e resposta a riscos e desastres em terras indígenas
Eixo Gestão Ambiental e Territorial
Promover o acesso de forma qualificada às políticas públicas de infraestruturas comunitárias em terras indígenas
Promover a gestão territorial e socioambiental dos territórios indígenas.
Promover a sociobioeconomia indígena.
Promover a utilização dos recursos da Renda do Patrimônio Indígena (RPI) de forma participativa, célere, efetiva e segura.
Eixo Direitos Culturais e Linguísticos
Promover ações de valorização, de conscientização e de divulgação de memórias, saberes, tradições, artes e culturas dos povos indígenas.
Promover iniciativas estratégicas para promoção da diversidade linguistica e direitos culturais
Preservar, vitalizar e revitalizar as línguas indígenas.
Salvaguardar o patrimônio cultural dos Povos Indígenas, com prioridade para povos de recente contato.
Objetivos Gerenciais
Fortalecer os arranjos de governança institucional descentralizada e participativa.
Fortalecer a cultura e os mecanismos de controles internos de gestão.
Fomentar a Conduta Ética Institucional.
Fortalecer a governança de Tecnologia da Informação da Funai
Objetivos de Suporte
Regularizar a situação patrimonial da Funai.
Aperfeiçoar e monitorar a gestão de contratação de bens e serviços.