PORTARIA GM/MMA Nº 1.639, DE 12 DE MARÇO DE 2026 — Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1) | Atlas Público
Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1)
PORTARIA GM/MMA Nº 1.639, DE 12 DE MARÇO DE 2026
Gabinete da Ministra
PortariaAto editado
Data de publicação
13/03/2026
A data de publicação não é a data de vigência; quando o ato define a vigência, ela está no próprio texto.
Texto do ato
PORTARIA GM/MMA Nº 1.639, DE 12 DE MARÇO DE 2026
Estabelece o Plano Nacional de Arborização Urbana.
A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E MUDANÇA DO CLIMA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição, tendo em vista o disposto no art. 3º, incisos III e IV, da Lei nº 12.187, de 29 de dezembro de 2009, no art. 1º, inciso IV, e no art. 25, ambos da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, no art. 2º, inciso I, no art. 3º, inciso II, e no art. 4º, inciso II, do Decreto nº 12.041, de 5 de junho de 2024, e o que consta do Processo Administrativo nº 02000.013717/2025-11, resolve:
Art. 1º Fica estabelecido o Plano Nacional de Arborização Urbana - PlaNAU, conforme Anexo desta Portaria.
Parágrafo único. O PlaNAU consiste em instrumento de planejamento estratégico que visa a ampliar a cobertura arbórea nas cidades brasileiras, promover a biodiversidade urbana e gerar benefícios econômicos, sociais, ambientais e climáticos, por meio da coordenação de ações, da criação de condições favoráveis, da orientação de diferentes setores e do fomento à arborização urbana de forma equitativa, com a justa distribuição dos seus benefícios nos territórios urbanos.
Art. 2º O PlaNAU será complementado por documento técnico detalhado, a ser publicado, na íntegra, no portal eletrônico do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima: https://www.gov.br/mma/pt-br.
Parágrafo único. O documento técnico detalhado do PlaNAU deverá conter, pelo menos:
I - sumário executivo;
II - introdução;
III - delimitação e abrangência;
IV - diagnóstico da situação atual;
V - governança da implementação;
VI - metas nacionais de arborização urbana;
VII - diretrizes, estratégias de implementação e planos de ação;
VIII - orientações para planos subnacionais de arborização urbana; e
IX - considerações finais.
Art. 3º O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima coordenará a implementação do PlaNAU, em articulação e colaboração com os entes federativos e demais setores da sociedade.
Parágrafo único. A implementação do PlaNAU será acompanhada pelo Comitê Gestor do Programa Cidades Verdes Resilientes, nos termos do Decreto nº 12.041, de 5 de junho de 2024, e da Portaria MMA/MCTI/MCID nº 1.283, de 10 de janeiro de 2025.
Art. 4º O PlaNAU terá ciclo de implementação de vinte anos, no período de 2026 a 2045, com revisões periódicas a cada cinco anos.
Art. 5º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
MARINA SILVA
ANEXO
1\. Objetivo geral do PlaNAU:
1.1\. Ampliar a cobertura arbórea nas cidades brasileiras, promover a biodiversidade urbana e gerar benefícios econômicos, sociais, ambientais e climáticos.
2\. Objetivos específicos do PlaNAU:
2.1\. Suprir lacunas de diagnóstico da arborização urbana;
2.2\. Fortalecer o planejamento da arborização urbana junto aos entes federativos;
2.3\. Instituir e operacionalizar mecanismos de monitoramento contínuo da arborização urbana;
2.4\. Aprimorar instrumentos normativos e regulatórios relacionados à cadeia produtiva da arborização urbana;
2.5\. Ampliar a capacidade produtiva e estrutural de viveiros para a arborização urbana;
2.6\. Promover o controle de espécies exóticas invasoras e a transição para a produção de espécies nativas;
2.7\. Desenvolver e difundir modelos tradicionais e inovadores de arborização urbana adaptados a diferentes situações urbanas e socioambientais;
2.8\. Elaborar e atualizar instrumentos técnicos, normativos e regulatórios que orientem a implantação e a gestão da arborização urbana;
2.9\. Ampliar a implantação da arborização urbana por meio de apoio técnico-financeiro, integração a políticas públicas e articulação intersetorial;
2.10\. Desenvolver instrumentos normativos, regulatórios e estudos técnicos para ampliar o financiamento da arborização urbana;
2.11\. Identificar e facilitar o acesso a fontes e mecanismos de financiamento para a arborização urbana;
2.12\. Apoiar o desenvolvimento de pesquisas e do conhecimento técnico-científico sobre arborização urbana;
2.13\. Promover a capacitação, formação e qualificação de profissionais envolvidos na arborização urbana;
2.14\. Fortalecer a educação ambiental, a sensibilização e a comunicação sobre arborização urbana;
2.15\. Fortalecer a governança, a atuação dos entes federativos e a integração de políticas públicas para a arborização urbana; e
2.16\. Promover a participação social e a responsabilidade compartilhada sobre a arborização urbana.
3\. Definições no âmbito do PlaNAU:
3.1\. Área urbana: área caracterizada por predominância de edificações e presença de sistema viário e infraestruturas, como redes de drenagem, saneamento, abastecimento de água, gestão de resíduos e distribuição de energia elétrica, onde coexistem múltiplos usos, como habitação, indústria, comércio e serviços, incluindo regiões em expansão urbana e zonas de transição entre cidade e campo (áreas periurbanas);
3.2\. Arborização urbana: conjunto de árvores, palmeiras e arbustos, cultivados ou de surgimento espontâneo, presentes nas áreas urbanas, em espaços públicos ou privados, inclusive remanescentes de vegetação nativa, áreas em recuperação, e indivíduos isolados ou agrupados, inseridos em locais planejados, como vias, parques, praças, jardins e demais áreas verdes. Estruturas artificiais, sintéticas ou similares que imitam elementos vegetais não fazem parte da arborização urbana.
Informações do ato
Seção
Seção 1
Edição
49
Página
76
Órgão
Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima
Unidade
Gabinete da Ministra
Número do ato
1639
Disponibilidade da fonte
Coleção
Diário Oficial da União — atos normativos (Seção 1)
Histórico desde
03/11/2025
Última verificação
06/10/2026 às 02:02
Limitações
O Atlas guarda o DOU a partir de 3 de novembro de 2025; atos anteriores não estão nesta coleção.
Somente a Seção 1 e somente os tipos de ato normativo listados; despachos, extratos, editais e atos de pessoal ficam de fora.
Um ato cujo texto integral não foi coletado aparece com o texto indisponível; o link oficial continua valendo.
Datas de publicação no fuso de Brasília; a data de publicação não é a data de vigência.
Identificador no Atlas: dou:327562 · na fonte: portaria-gm/mma-n-1.639-de-12-de-marco-de-2026-692415392 · lido pelo Atlas em 06/10/2026 às 02:38.
3.3\. Arborizar: ações relativas à gestão e ao gerenciamento da arborização urbana, incluindo diagnóstico, planejamento, produção de mudas, implantação, manutenção, avaliação e monitoramento, além da educação ambiental e a capacitação dos envolvidos nos serviços de arborização urbana.
4\. Prioridades de atuação do PlaNAU:
4.1\. Regiões metropolitanas e municípios com alta vulnerabilidade social e climática, com ênfase em intervenções nas áreas mais densamente povoadas, favelas e comunidades urbanas, periferias e locais com baixa cobertura arbórea.
5\. A implementação do PlaNAU será realizada de forma articulada e colaborativa, cabendo:
5.1\. À União, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, coordenar o PlaNAU, articulando entes federativos e demais setores da sociedade; desenvolver e manter ferramenta federal de gestão e monitoramento da arborização urbana, bem como elaborar instrumentos técnicos, normativos e regulatórios; apoiar planos subnacionais; e monitorar as metas nacionais de arborização urbana;
5.2\. Aos Estados, elaborar e implementar planos estaduais de arborização urbana; promover a gestão metropolitana e a conectividade regional; apoiar municípios e fomentar a produção de sementes e mudas; promover pesquisas, capacitação técnica, educação ambiental e participação social; registrar informações na ferramenta federal de gestão e monitoramento da arborização urbana; e estabelecer metas estaduais;
5.3\. Aos Municípios, elaborar e executar planos locais, integrando ao planejamento territorial; gerir e gerenciar a arborização; prevenir retrocessos e promover o avanço contínuo da cobertura arbórea; instituir processos de proteção, tombamento e valorização de árvores; produzir ou adquirir sementes e mudas; promover capacitação técnica, educação ambiental e participação social; estimular a cooperação entre municípios; registrar informações na ferramenta federal de gestão e monitoramento da arborização urbana; e estabelecer metas municipais; e
5.4\. Aos demais setores da sociedade, contribuir para a promoção da arborização urbana seguindo as orientações do poder público, as diretrizes do PlaNAU e as regulamentações nacionais, estaduais e municipais sobre arborização urbana, em conformidade com as normas aplicáveis.
6\. A governança do PlaNAU aproveitará instâncias já existentes e irá recorrer à contribuição de outros órgãos colegiados do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conforme suas respectivas competências, dentre os quais:
6.1\. O Conselho Nacional de Meio Ambiente, para a promoção da qualidade do meio ambiente e uso racional dos recursos naturais;
6.2\. A Comissão Nacional de Biodiversidade, para o fortalecimento da biodiversidade e o controle de espécies exóticas invasoras;
6.3\. A Comissão Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, para o estímulo à recuperação da vegetação urbana;
6.4\. A Comissão Nacional de Combate à Desertificação, para o incentivo à recuperação de áreas urbanas degradadas e a mitigação dos efeitos da seca;
6.5\. A Coordenação Nacional do Projeto Orla, para a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas costeiros; e
6.6\. Os colegiados do Fundo Nacional do Meio Ambiente e do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, para mobilização de recursos financeiros destinados à arborização urbana.
7\. Metas nacionais do PlaNAU:
7.1\. Aumentar para 65% (sessenta e cinco por cento) a quantidade de moradores com três árvores ou mais no entorno do domicílio até 2045;
7.2\. Ampliar trezentos e sessenta mil hectares de cobertura vegetal em setores censitários urbanos até 2045; e
7.3\. Atingir 100% (cem por cento) dos entes federativos com instrumentos de planejamento para a arborização urbana até 2045.
8\. Diretrizes nacionais do PlaNAU:
8.1\. Valorização de espécies nativas: priorizar o uso de espécies arbóreas nativas do ecossistema original do município, especialmente as já adaptadas ao ambiente urbano. Considerando atributos como porte, densidade e perenidade da copa, crescimento e longevidade, adaptação edafoclimática e resiliência;
8.2\. Controle de espécies exóticas invasoras: realizar a substituição e o controle de espécies exóticas invasoras, bem como a adoção de mecanismos de prevenção contra a introdução e a dispersão de espécies com potencial invasor;
8.3\. Promoção da biodiversidade: fomentar o uso de espécies arbóreas com diversidade florística e fenológica - inclusive endêmicas, raras, ameaçadas de extinção ou de importância ecológica reconhecida, como as árvores frutíferas e árvores que favorecem os polinizadores e dispersores. Estimular plantios de enriquecimento e a diversificação da arborização;
8.4\. Valorização cultural e fortalecimento da identidade local: promover o uso de espécies arbóreas de valor histórico, cultural ou simbólico para a população, fortalecendo a identidade sociocultural e o vínculo afetivo e comunitário com a paisagem urbana;
8.5\. Identificação e uso de árvores porta-sementes: identificar e registrar indivíduos arbóreos urbanos com bom desempenho e atributos desejáveis para uso como matrizes ou porta-sementes, visando a coleta de sementes e a produção de mudas com material genético adaptado às condições locais, evitando a endogamia e promovendo a diversidade genética. Em casos de aquisição de mudas, os viveiros fornecedores devem priorizar a produção proveniente de árvores porta-sementes locais;
8.6\. Adequação do espaço-árvore: assegurar e promover a disponibilidade, construção e ou preparação de espaço físico adequado para o pleno desenvolvimento das árvores, especialmente as de grande porte, favorecendo seu crescimento, estabilidade, saúde e longevidade, e minimizando conflitos com outras infraestruturas urbanas;
8.7\. Planejamento baseado em potencial de plantio: identificar os espaços urbanos disponíveis para o plantio e pleno desenvolvimento de árvores, incluindo calçadas, canteiros, áreas verdes existentes ou potenciais, e demais espaços livres de edificação, como base fundamental para orientar a implementação e expansão da arborização urbana;
8.8\. Princípio da não-regressividade: assegurar a manutenção das árvores existentes, exceto as espécies exóticas invasoras, priorizando sua proteção e prevenindo a supressão, ainda quando acompanhadas de compensação ambiental. Realizar o monitoramento contínuo de pragas, doenças e injúrias que possam elevar os riscos de queda. Garantir que não haja retrocessos na cobertura arbórea, de modo a consolidar avanços permanentes e progressivos;
8.9\. Conservação da vegetação nativa remanescente: conservar os fragmentos de vegetação nativa intraurbanos e garantir que a expansão urbana ocorra sobre áreas já antropizadas, evitando a supressão da vegetação nativa, mantendo e integrando esses remanescentes à arborização urbana;
8.10\. Promoção da conectividade: planejar e implantar a arborização urbana de forma integrada, fortalecendo a conectividade por meio de corredores e trampolins ecológicos, e de outras estratégias que favoreçam o fluxo gênico. A totalidade da cobertura arbórea urbana, pública e privada, em diferentes escalas e ambientes, inclusive os ecossistemas costeiros e as zonas úmidas, deve ser considerada;
8.11\. Proteção e recuperação de corpos hídricos: estimular a proteção e a recuperação da vegetação nativa associada a corpos hídricos, incluindo as Áreas de Preservação Permanente de cursos d'água, nascentes, lagos, lagoas, restingas e manguezais, e as zonas de recarga de aquíferos. Estimular a revitalização ou renaturalização de corpos hídricos e ampliar as áreas permeáveis para a infiltração da água;
8.12\. Ampliação da resiliência climática: utilizar a arborização urbana como Solução Baseada na Natureza para mitigação e adaptação à mudança do clima, com foco na redução de ilhas de calor, na regulação microclimática e no conforto térmico, contribuindo para cidades mais verdes e resilientes;
8.13\. Geração de serviços ecossistêmicos: maximizar, em todas as etapas da arborização urbana, a geração de benefícios diretos e indiretos para a população e o meio ambiente. Além dos serviços ecossistêmicos já mencionados, é necessário considerar a provisão de alimentos, o armazenamento de carbono, a redução do risco de desastres, o controle da poluição atmosférica, a mitigação de ruídos, a beleza cênica e a promoção da saúde e do bem-estar das pessoas, entre outros benefícios. Estruturas artificiais, sintéticas ou similares que imitam elementos vegetais não geram serviços ecossistêmicos e não são parte da arborização urbana;
8.14\. Redução de desigualdades socioambientais: priorizar o plantio de árvores em áreas urbanas com alta vulnerabilidade climática e socioambiental e com baixa cobertura arbórea, promovendo justiça ambiental e equidade no acesso aos benefícios da arborização para a melhoria da qualidade de vida da população;
8.15\. Governança, participação social e educação ambiental: promover a governança multissetorial, com participação ativa do poder público, setor privado, sociedade civil, e instituições de ensino e pesquisa, garantindo transparência, monitoramento contínuo e prestação de contas à sociedade. Integrar a esse processo práticas permanentes de educação ambiental voltadas à importância, ao cuidado e à valorização da arborização urbana;
8.16\. Qualificação profissional e responsabilidade técnica: assegurar que todas as etapas da arborização urbana sejam conduzidas por profissionais habilitados com formação nas áreas de engenharia florestal, agronomia, biologia, arquitetura e urbanismo, paisagismo ou correlatas, conforme suas competências técnicas e legais, de modo a garantir a qualidade, segurança e sustentabilidade das ações de arborização;
8.17\. Reconhecimento da arborização como infraestrutura essencial: reconhecer a arborização urbana como componente insubstituível da infraestrutura das cidades, cuja presença deve orientar o ordenamento urbano. As demais infraestruturas, como redes de energia elétrica e de telecomunicações, saneamento, drenagem e iluminação pública, devem ser planejadas, implantadas e geridas de forma compatível com a proteção e expansão da arborização urbana, respeitando o espaço necessário ao seu pleno desenvolvimento;
8.18\. Integração com o planejamento urbano e territorial: integrar a arborização urbana aos instrumentos de planejamento urbano e territorial, como os Planos Diretores, planos setoriais e projetos de requalificação urbana, conforme disposto na Lei nº 10.257, de 10 de julho de 2001, e demais legislações correlatas. Promover a sinergia com políticas públicas, programas, planos e projetos ambientais, climáticos, de saúde, educação e infraestruturas, como os Planos Locais de Adaptação à Mudança do Clima;
8.19\. Conexão com a mobilidade ativa e transporte público: promover a arborização integrada a eixos de mobilidade ativa, como passeios e ciclovias, e de transporte público, como vias, pontos e terminais de ônibus e metrô, e demais locais com alta circulação de pessoas, para incentivar deslocamentos sustentáveis, ampliar o conforto térmico, e contribuir para cidades mais acessíveis, inclusivas e saudáveis; e
8.20\. Aproveitamento de recursos locais: identificar e utilizar fontes locais de resíduos orgânicos urbanos, como restaurantes comunitários, feiras livres, mercados públicos, e resíduos de poda, remoção e jardinagem, para a produção de insumos destinados à compostagem, produção de substratos para viveiros, e ações de implantação e manutenção da arborização urbana, e para o aproveitamento e tratamento adequado dos resíduos, fortalecendo a economia circular.
9\. Estratégias de implementação do PlaNAU:
9.1\. Planejamento e monitoramento em âmbito nacional: voltada a suprir lacunas de diagnóstico, fortalecer o planejamento da arborização urbana junto aos entes federativos, e instituir e operacionalizar mecanismos de monitoramento contínuo da arborização urbana;
9.2\. Estruturação da cadeia produtiva da arborização urbana: com foco na aprimoração dos instrumentos normativos e regulatórios relacionados a aspectos da cadeia produtiva, ampliar a capacidade produtiva e estrutural de viveiros para a arborização, e promover o controle de espécies exóticas invasoras e a transição para a produção de espécies nativas;
9.3\. Expansão e manutenção da arborização urbana: que busca desenvolver e difundir modelos tradicionais e inovadores de arborização adaptados a diferentes situações urbanas e socioambientais, elaborar e atualizar instrumentos técnicos, normativos e regulatórios que orientem a implantação e a gestão, e ampliar a arborização urbana por meio de apoio técnico-financeiro, integração a políticas públicas e articulação intersetorial;
9.4\. Financiamento da arborização urbana: incluindo o desenvolvimento de instrumentos normativos, regulatórios e estudos técnicos para ampliar o financiamento, e a identificação e facilitação do acesso a fontes e mecanismos de financiamento;
9.5\. Pesquisa, capacitação e educação ambiental: fundamentais para apoiar o desenvolvimento de pesquisas e do conhecimento técnico-científico sobre a arborização urbana, promover a capacitação, formação e qualificação de profissionais envolvidos na arborização, e fortalecer a educação ambiental, a sensibilidade e a comunicação sobre o tema; e
9.6\. Fortalecimento institucional e participação social: para fortalecer a governança, a atuação dos entes federativos e a integração de políticas públicas para a arborização urbana, bem como promover a participação social e a responsabilidade compartilhada.
10\. Plano de ação:
| PLANEJAMENTO E MONITORAMENTO EM ÂMBITO NACIONAL | | | | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------------------------------------------- | | SUPRIR LACUNAS DE DIAGNÓSTICO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Atualizar e ampliar levantamento sobre a elaboração e a implementação de Planos Municipais ou Estaduais de Arborização Urbana no Brasil - e de outros planos que incidam sobre a arborização urbana, como Planos de Gestão de Áreas Verdes Urbanas e Planos Municipais de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, quando aplicável -, e integrar dados ao Cadastro Ambiental Urbano - CAU | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, CB27 | Curto(2025 - 2030) | | Desenvolver e disponibilizar ferramenta vinculada ao CAU com funcionalidade de diagnóstico automatizado, capaz de organizar e apresentar dados secundários e informações geoespaciais disponíveis, inclusive estimativas da arborização urbana existente, para subsidiar o planejamento municipal, metropolitano e estadual | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, USP, SBAU, Embrapa | Curto(2025 - 2030) | | Instituir Grupo de Trabalho técnico voltado ao aprimoramento do CAU para a arborização urbana com instituições técnicas e científicas estratégicas, com vistas à qualificação de dados e processos | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SFB), Embrapa, IBGE, INPE, SBAU, Mapbiomas, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Desenvolver protocolo técnico de diagnóstico da arborização urbana, com critérios adaptáveis a diferentes especificidades locais, especialmente para municípios de pequeno e médio porte, buscando escalabilidade, simplicidade operacional e custo-eficiência | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, CB27, SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | INSTITUIR E OPERACIONALIZAR MECANISMOS DE MONITORAMENTO CONTÍNUO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Desenvolver e disponibilizar ferramenta vinculada ao CAU com funcionalidade de biblioteca digital, na qual os entes federativos possam disponibilizar documentos técnicos, como os Planos Municipais, Metropolitanos, Estaduais e Nacional de Arborização Urbana, manuais técnicos, relatórios e arquivos com dados espaciais georreferenciados dos plantios realizados | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, USP, SBAU, Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, CB27 | Curto(2025 - 2030) | | Publicar anualmente relatório e painel de visualização de dados com informações provenientes do CAU | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), IBGE | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045 | | Estabelecer indicadores nacionais padronizados para o monitoramento quantitativo e qualitativo da arborização urbana, com base em critérios de biodiversidade, serviços ecossistêmicos e redução de vulnerabilidades climáticas e socioambientais | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SMC, SBIO), JBRJ, Municípios, ANAMMA, CB27, SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Aprimorar o levantamento de dados de arborização urbana como parte das características urbanísticas do entorno dos domicílios do próximo Censo Demográfico | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), IBGE | Curto(2025 - 2030) | | Monitorar o progresso das metas do PlaNAU, com base nos indicadores estabelecidos neste documento e em relatórios anuais de implementação | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Mapbiomas | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | FORTALECER O PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA JUNTO AOS ENTES FEDERATIVOS | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Desenvolver e disponibilizar ferramenta vinculada ao CAU para estimar o potencial de expansão da arborização urbana, identificando áreas com espaço físico adequado para o pleno desenvolvimento de árvores, classificadas por porte (pequeno, médio ou grande), para subsidiar o planejamento municipal, metropolitano e estadual | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, USP, SBAU, Organizações da Sociedade Civil | Curto(2025 - 2030) | | Elaborar roteiro metodológico para orientar estados e municípios na formulação de seus Planos de Arborização Urbana, incluindo recomendações técnicas, requisitos mínimos e observância das NBR ABNT aplicáveis | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025 - 2030) | | Implementar a Iniciativa ArborizaCidades para apoiar a elaboração e execução de Planos Municipais de Arborização Urbana, inclusive de plano integrado para os municípios áridos brasileiros | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) eLongo(2036 - 2045) | | Estabelecer critérios técnicos para a definição de áreas prioritárias para a expansão da arborização urbana, com base em parâmetros replicáveis e adaptáveis para estados e municípios, e sensíveis a especificidades locais, alinhados às Metas 2 e 12 da Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade - EPANB e a demais compromissos nacionais e internacionais pertinentes | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, CB27, SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa, Organizações da Sociedade Civil, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025 - 2030) | | Identificar e publicar periodicamente as áreas prioritárias para a expansão da arborização urbana, incluindo recortes específicos para periferias, ecossistemas costeiros, Áreas de Preservação Permanente - APPs urbanas, entre outros | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA) | Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Produzir recomendações para a integração da arborização urbana a instrumentos de planejamento urbano e territorial, com ênfase na articulação com planos setoriais de clima, saúde, educação, mobilidade, habitação e outras infraestruturas, assegurando sua transversalidade e reconhecendo a arborização como elemento estruturante da cidade | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério das Cidades, Municípios, ANAMMA, CB27, SBAU, Organizações da Sociedade Civil, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Médio(2031 - 2035) | | ESTRUTURAÇÃO DA CADEIA PRODUTIVA DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | APRIMORAR INSTRUMENTOS NORMATIVOS E REGULATÓRIOS RELACIONADOS A ASPECTOS DA CADEIA PRODUTIVA DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Integrar a arborização urbana às discussões da Câmara Consultiva Temática - CCT sobre a cadeia produtiva da recuperação da Comissão Nacional para Recuperação da Vegetação Nativa - Conaveg | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conaveg | Curto(2025 - 2030) | | Estabelecer critérios técnicos e protocolos mínimos de qualidade para a produção de sementes e mudas destinadas à arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO, SFB), SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa | Curto(2025 - 2030) | | Discutir sobre o aproveitamento de espaços subutilizados e faixas de domínio de empreendimentos públicos e privados para a implantação de viveiros e produção de mudas destinadas à arborização urbana, considerando critérios técnicos, parâmetros de segurança e diretrizes de governança | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), SBAU, Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, Agências Reguladoras, Concessionárias e empresas prestadoras de serviços essenciais | Médio(2031 - 2035) | | Debater a arborização urbana no âmbito da IN Ibama nº 16, de novembro de 2022, que institui o sistema do Documento de Origem Florestal Rastreabilidade - DOF+ como ferramenta de emissão, gestão e monitoramento das licenças obrigatórias para transporte e armazenamento de produtos florestais de espécies nativas do Brasil | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO, SFB), Ibama | Médio(2031 - 2035) | | Dialogar com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos sobre mecanismos de compras públicas sustentáveis para a aquisição prioritária de espécies nativas para a arborização urbana e atualização de planilhas orçamentárias utilizadas em licitações públicas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos | Médio(2031 - 2035) | | Propor regulamentação profissional da atividade de arborista, com definição de competências, responsabilidades e parâmetros de formação e atuação | SBAU, Legislativo Federal, Conselhos Profissionais e Representações de Classe, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036 - 2045) | | PROMOVER O CONTROLE DE ESPÉCIES EXÓTICAS INVASORAS E A TRANSIÇÃO PARA A PRODUÇÃO DE ESPÉCIES NATIVAS | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar e publicar lista nacional de espécies exóticas invasoras, para subsidiar o planejamento da arborização urbana em nível municipal, metropolitano e estadual e orientar a produção de sementes e mudas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SBIO), JBRJ, Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Conabio | Curto(2025 - 2030) | | Editar ato normativo federal que limite ou proíba a produção e o uso de espécies exóticas invasoras na arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conabio, Comitê Gestor PCVR | Curto(2025 - 2030) | | Propor regulamentação para a rotulagem obrigatória de sementes, mudas e demais produtos de origem vegetal, identificando a origem da espécie | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conaveg, Conabio | Médio(2031 - 2035) | | Articular com viveiros públicos e privados estratégias para a transição da produção de espécies exóticas para espécies nativas adaptadas ao ambiente urbano | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conaveg, Comitê Gestor PCVR, Municípios, Estados, Setor Privado | Médio(2031 - 2035) | | AMPLIAR A CAPACIDADE PRODUTIVA E ESTRUTURAL DE VIVEIROS PARA A ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Garantir que a Iniciativa ArborizaCidades, voltada ao apoio à elaboração e à execução de Planos Municipais de Arborização Urbana, contemple também a estruturação de viveiros e a produção de mudas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Embrapa, Municípios, ANAMMA, Organizações da Sociedade Civil | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Promover editais, convênios ou outros instrumentos de repasse para apoio técnico e financeiro para a criação, estruturação ou ampliação de viveiros, incluindo comunitários e escolares | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Fundos de Investimento, Bancos de Desenvolvimento, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Fomentar a utilização de composto orgânico, inclusive o gerado a partir do lodo de Estações de Tratamento de Esgoto - ETEs, na produção de mudas para a arborização urbana de forma integrada com o PNAUP, Planaveg, Planaro e Planos Municipais de Saneamento Básico | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Ministério das Cidades (SNSA), Ministério da Agricultura e Pecuária, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome , Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar | Curto(2025-2030) | | Ampliar o cadastro de Áreas de Coletas de Sementes - ACS para a produção de mudas destinadas à arborização urbana, promovendo sinergias entre as cadeias produtivas da recuperação da vegetação nativa e da arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conaveg | Médio(2031 - 2035) | | Elaborar e publicar estudo de viabilidade técnica e econômica de modelos de negócio para viveiros urbanos, com ênfase em espécies nativas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Realizar diagnóstico e estruturar um cadastro nacional da cadeia produtiva da arborização urbana, integrado ao Cadastro Ambiental Urbano - CAU, com a identificação de viveiros públicos e privados, fornecedores de insumos e prestadores de serviço | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Estados, Municípios, Setor Privado | Médio(2031 - 2035) | | Desenvolver modelos de projetos executivos de viveiros para a arborização urbana e disponibilizar aos estados e municípios com especificações técnicas, dimensionamentos e orientações construtivas adaptáveis a diferentes portes e realidades | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Longo(2036 - 2045) | | EXPANSÃO E MANUTENÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | DESENVOLVER E DIFUNDIR MODELOS TRADICIONAIS E INOVADORES DE ARBORIZAÇÃO URBANA ADAPTADOS A DIFERENTES SITUAÇÕES URBANAS E SOCIOAMBIENTAIS | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar modelos de arborização urbana para diferentes tipologias (calçadas, canteiros centrais, aproveitamento de vagas de estacionamento, áreas verdes, etc.) | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), SBAU, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025 - 2030) |
| Adaptar modelos de recuperação da vegetação nativa para especificidades urbanas, incluindo as APPs, considerando condições antrópicas e priorizando espécies nativas resilientes | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conaveg, Embrapa (RestauraBio), Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Curto(2025 - 2030) | | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------------------------------------------- | | Construir modelos de arborização urbana para áreas de alta densidade populacional, favelas e comunidades vulneráveis, com foco na geração de serviços ecossistêmicos, redução de desigualdades socioambientais e participação social | Ministério das Cidades (SNP), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA) Comitê Gestor PCVR, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025 - 2030) | | Desenvolver modelos de arborização e de recuperação da vegetação nativa em ecossistemas costeiros urbanos, com ênfase na conservação e restauração de restingas e manguezais | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SMC, SBIO), Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Elaborar modelos de arborização urbana e de recuperação da vegetação nativa para cidades áridas e semiáridas, valorizando espécies nativas adaptadas, tecnologias de manejo da água e conhecimento local, alinhados aos municípios prioritários do PAB Brasil | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SNPCT), Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | ELABORAR E ATUALIZAR INSTRUMENTOS TÉCNICOS, NORMATIVOS E REGULATÓRIOS QUE ORIENTEM A IMPLANTAÇÃO E GESTÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar manual técnico nacional de plantio de árvores urbanas, com especificações técnicas e padrões mínimos sobre o espaço físico adequado ao pleno desenvolvimento das árvores, em consonância com a construção da ABNT NBR 16246-5: Plantio e transplantio de árvores na arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, USP, SBAU, ABNT | Curto(2025-2030) | | Elaborar ato normativo sobre ações de promoção da biodiversidade e da conectividade na arborização urbana, integrando espaços verdes e azuis, no âmbito da EPANB | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Conabio | Curto(2025-2030) | | Produzir guia metodológico para orientar municípios no desenvolvimento de ações que promovam conforto térmico e melhorias microclimáticas para o enfrentamento do calor nas cidades brasileiras, em integração com a mobilidade ativa e transporte público | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SMC), Comitê Gestor PCVR, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025-2030) | | Atualizar o Guia de Diretrizes de Prevenção e Proteção à Erosão Costeira, incorporando orientações para a conservação e recuperação de ecossistemas costeiros urbanos como parte da arborização | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SMC, SQA) | Curto(2025-2030) | | Produzir manual técnico nacional de poda de árvores urbanas, estabelecendo critérios de segurança, saúde e compatibilização com outras infraestruturas urbanas, em consonância com as ABNT NBR 16246-1: Poda e 16246-2: Requisitos de segurança em serviços de arboricultura | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), SBAU, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Médio(2031 - 2035) | | Desenvolver protocolos técnicos e guia de boas práticas para prevenir e mitigar conflitos entre arborização e outras infraestruturas urbanas, como redes elétricas, de telecomunicações e de saneamento (abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem e manejo de águas pluviais), com orientações específicas para municípios de pequeno porte | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério das Cidades (SNSA), Agências Reguladoras, Concessionárias e empresas prestadoras de serviços essenciais, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Médio(2031 - 2035) | | Definir diretrizes específicas de arborização urbana para Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS, integrando habitação de interesse social, saúde pública e qualidade ambiental | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério das Cidades, Municípios, ANAMMA, CB27 | Médio(2031 - 2035) | | Elaborar normas, protocolos e critérios mínimos de qualidade para o manejo da arborização urbana, em complementação aos manuais técnicos de plantio e de poda e às ABNT NBR 16246 existentes | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), ABNT, SBAU, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Longo(2036 - 2045) | | Estabelecer diretrizes e critérios nacionais para a fiscalização e compensação da supressão ilegal, podas irregulares e danos às árvores urbanas, além de mecanismos de recomposição da arborização | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, CB27 | Longo(2036 - 2045) | | AMPLIAR A IMPLANTAÇÃO DA ARBORIZAÇÃO URBANA POR MEIO DE APOIO TÉCNICO-FINANCEIRO, INTEGRAÇÃO A POLÍTICAS PÚBLICAS E ARTICULAÇÃO INTERSETORIAL | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Implementar a Iniciativa ArborizaCidades para apoiar a elaboração e execução de Planos Municipais de Arborização Urbana, inclusive nos municípios áridos brasileiros | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, Organizações da Sociedade Civil | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Promover a recuperação da vegetação nativa nas cidades por meio de unidades de conservação, APPs, áreas verdes e arborização urbana, priorizando a conectividade da paisagem em recortes metropolitanos | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios, Comitê Gestor PCVR | Curto(2025-2030) | | Fomentar a utilização de composto orgânico, inclusive o gerado a partir do lodo de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), no plantio e manejo da arborização urbana, de forma integrada com o PNAUP, Planaveg, Planapo e Planos Municipais de Saneamento Básico | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SBIO), Ministério das Cidades (SNSA), Ministério da Agricultura e Pecuária, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar | Curto(2025-2030) | | Articular a integração de projetos de arborização urbana em projetos-padrão de creches e escolas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), FNDE, Ministério da Educação | Curto(2025-2030) | | Discutir e fortalecer as especificações técnicas sobre arborização urbana no Programa de Aceleração do Crescimento - Novo PAC e no Programa Minha Casa Minha Vida - PMCMV | Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Comitê Gestor do PCVR | Médio(2031 - 2035) | | Promover editais, convênios ou outros instrumentos de repasse para apoio técnico e financeiro para a execução de projetos de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Fundos de Investimento, Bancos de Desenvolvimento, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Dialogar com a Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL sobre os indicadores de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - DEC e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - FEC, e sobre o enterramento de redes de distribuição de energia, para que favoreçam o manejo adequado da arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANEEL, Concessionárias e empresas prestadoras de serviços essenciais | Longo(2036 - 2045) | | FINANCIAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | DESENVOLVER INSTRUMENTOS NORMATIVOS, REGULATÓRIOS E ESTUDOS TÉCNICOS PARA AMPLIAR O FINANCIAMENTO DA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Regulamentar a Lei nº 13.731, de 8 de novembro de 2018, que dispõe sobre mecanismos de financiamento para a arborização urbana e a recuperação de áreas degradadas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), GT de Regulamentação da Lei nº 13.731, de 8 de novembro de 2018, SBAU, ANAMMA, CB27 | Curto(2025 - 2030) | | Elaborar diretrizes técnicas e normativas para a inclusão da arborização urbana nos Planos de Transferência do Potencial Construtivo - TPC, para que parte das contrapartidas urbanísticas seja destinada ao financiamento de ações de arborização integradas aos planos municipais | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério das Cidades | Curto(2025 - 2030) | | Realizar estudo e recomendações sobre o potencial de mecanismos de adoção, concessão e_naming rights_e Parcerias Público-Privadas - PPP para a implantação e manutenção da arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Municípios, ANAMMA, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Estabelecer indicadores de arborização urbana para o aprimoramento de incentivos fiscais e financeiros, como o ICMS ou IBS ecológico e o IPTU verde, bem como recomendações sobre o uso do recurso arrecadado para a arborização | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios | Médio(2031 - 2035) | | Realizar estudos sobre o potencial de Pagamento por Serviços Ambientais - PSA e do mercado de créditos de carbono aplicados a projetos de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036 - 2045) | | Desenvolver instrumentos de valoração econômica da arborização urbana, quantificando benefícios como a redução de custos em saúde pública e o aumento do valor imobiliário em áreas arborizadas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Instituições de Ensino e Pesquisa, Organizações da Sociedade Civil | Longo(2036 - 2045) | | IDENTIFICAR E FACILITAR O ACESSO A FONTES E MECANISMOS DE FINANCIAMENTO PARA A ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar orientações técnicas e operacionais para facilitar a captação de recursos destinados a financiar projetos de arborização urbana, voltados aos entes federativos e às organizações da sociedade civil | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Comitê Gestor do PCVR | Curto(2025 - 2030) | | Articular o direcionamento de recursos provenientes de Emendas Parlamentares para projetos de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Poder Legislativo | Médio(2031 - 2035) |
| Ampliar o acesso ao financiamento da arborização urbana por meio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos - FDD, Fundo Nacional do Meio Ambiente - FNMA e Fundo Clima | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério da Justiça, Conselho Deliberativo do FNMA, Comitê Gestor Fundo Clima | Médio(2031 - 2035) | | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------ | ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- | ----------------------------------------------------------- | | Promover a vinculação de recursos de fundos de compensação ambiental existentes a ações de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios | Longo(2036 - 2045) | | Ampliar o acesso a financiamentos no âmbito do Programa de Conversão de Multas Ambientais do Ibama, destinando recursos a projetos de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ibama | Longo(2036 - 2045) | | Articular junto a instituições financeiras públicas e privadas o financiamento de planos e projetos de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Comitê Gestor do PCVR | Longo(2036 - 2045) | | PESQUISA, CAPACITAÇÃO E EDUCAÇÃO AMBIENTAL | | | | APOIAR O DESENVOLVIMENTO DE PESQUISAS E DO CONHECIMENTO TÉCNICO-CIENTÍFICO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Publicar a Coletânea Brasileira de Arborização Urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, SBAU, INESC P&D | Curto(2025 - 2030) | | Mobilizar a RestauraBio (Rede de Restauração de Ecossistemas da Embrapa) para fortalecer as pesquisas, o desenvolvimento e inovação, a cadeia produtiva e as ações de transferência de tecnologia voltadas para ecossistemas urbanos e periurbanos, auxiliando a silvicultura de espécies nativas, a adoção de SBNs e promovendo a Saúde Única nesses ambientes, além de articular e buscar parcerias para propor uma Unidade Mista de Pesquisa e Inovação - UMIPI em Arborização e Paisagismo Urbano e Periurbano | Embrapa (DEPD, DINT, RestauraBio), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA) | Curto(2025 - 2030) | | Articular redes de pesquisa, editais, linhas e/ou projetos de pesquisa científica aplicada sobre arborização urbana e seus serviços ecossistêmicos junto a órgãos de fomento à pesquisa | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), CAPES, CNPq, Órgãos de Fomento à Pesquisa, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Fomentar programa de premiação para teses, dissertações e trabalhos científicos aplicáveis a políticas públicas de arborização urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), CAPES, CNPq, Órgãos de Fomento à Pesquisa, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036-2045) | | Promover parcerias com instituições de ensino superior e centros de pesquisa para incentivar a inovação tecnológica aplicada à arborização urbana, incluindo o uso de sensores e outras tecnologias voltadas ao monitoramento climático, da qualidade do ar e do risco de queda de árvores. | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Ministério da Educação, Órgãos de Fomento à Pesquisa, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036-2045) | | PROMOVER A CAPACITAÇÃO, FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS NA ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar catálogo de cursos e treinamentos sobre arborização urbana, disponibilizando-o em plataformas digitais e redes institucionais existentes | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), SBAU, Instituições de Ensino e Pesquisa, Organizações da Sociedade Civil | Curto(2025 - 2030) | | Desenvolver curso de educação à distância e materiais informativos sobre arborização urbana, voltado a gestores e técnicos estaduais e municipais, bem como à sociedade civil | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SFB), UFAL, USP, SBAU | Curto(2025 - 2030) | | Elaborar publicações sobre funcionalidades e guia de uso do CAU, promovendo sua ampliação e utilização nos municípios, envolvendo gestões metropolitanas e estaduais em sua difusão | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Estados, Municípios | Curto(2025 - 2030) | | Articular com instituições de ensino e pesquisa a inserção da arborização urbana como tema transversal em currículos escolares, técnicos e universitários, contemplando abordagem teórica, prática e interdisciplinar, incluindo programas de extensão acadêmica | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Ministério da Educação, Comitê gestor do PCVR, Instituições de Ensino e Pesquisa, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Médio(2031 - 2035) | | Prestar assessoria técnica especializada a gestores e técnicos estaduais e municipais para a elaboração de projetos de arborização urbana por meio de acelerador de projetos e ferramentas de apoio técnico | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036-2045) | | FORTALECER A EDUCAÇÃO AMBIENTAL, A SENSIBILIZAÇÃO E A COMUNICAÇÃO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Elaborar e disponibilizar o Livro de Árvores Notáveis, registrando indivíduos arbóreos de valor cultural, histórico, turístico, ambiental ou paisagístico, reconhecidos como marcos afetivos, identitários ou espirituais nas paisagens urbanas | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), UFAL, USP, SBAU, Organizações da Sociedade Civil | Curto(2025-2030) | | Assegurar a integração do PlaNAU e do tema da arborização urbana à estratégia de comunicação do Programa Cidades Verdes Resilientes - PCVR | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Comitê gestor do PCVR | Curto(2025-2030) | | Criar materiais de comunicação e realizar campanhas e postagens em redes sociais para ampliar a disseminação de informações, a valorização da arborização urbana e o engajamento social no tema | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (GM, SQA) | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045 | | Articular a inclusão do tema de arborização urbana na implantação de Salas Verdes, Centros de Educação e Cooperação Socioambiental e no Programa Município Educador Sustentável | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SECEX, SQA) | Médio(2031 - 2035) | | Lançar chamamento para participação no Circuito Tela Verde com conteúdo sobre arborização urbana para compor a Mostra Nacional de Produção Audiovisual Independente | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SECEX, SQA) | Médio(2031 - 2035) | | Fortalecer o tema da arborização urbana em livros didáticos e programas curriculares, orientando a criação de acervos de elementos naturais nas escolas, como mapeamentos e guias de visitação de árvores, bem como coleções botânicas (herbário, xilotecas, carpotecas e sementecas) | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SECEX), Ministério da Educação, Instituições de Ensino e Pesquisa | Longo(2036 - 2045) | | Integrar Ministérios da Cultura, da Educação, da Saúde, entre outros, para fomentar ações e obras que valorizem a arborização urbana em suas dimensões de ordem histórica, sociocultural, educacional e de promoção da saúde | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Mininstério da Cultura, Ministério da Educação, Ministério da Saúde, Casa Civil | Longo(2036 - 2045) | | FORTALECIMENTO INSTITUCIONAL E PARTICIPAÇÃO SOCIAL | | | | FORTALECER A GOVERNANÇA, A ATUAÇÃO DOS ENTES FEDERATIVOS E A INTEGRAÇÃO DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA A ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Articular a aprovação dos Projetos de Lei que visam instituir a Política Nacional de Arborização Urbana | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, GM), Câmara dos Deputados, Senado Federal | Curto(2025 - 2030) | | Estruturar a governança do PlaNAU, operacionalizada pelo Comitê Gestor do PCVR por meio das câmaras temáticas e grupos de trabalho vinculados | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Comitê Gestor PCVR | Curto(2025 - 2030) | | Assegurar alinhamento dos planos nacional, estaduais e municipais de arborização urbana com políticas correlatas, como o PCVR, Plano Clima, Planaveg, EPANB, ProManguezal, PAB Brasil, Planaro, PNSR, entre outras | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA, SMC, SBIO, SNPCT), Comitê Gestor PCVR, Estados, Municípios | Curto(2025 - 2030), Médio(2031 - 2035) e Longo(2036 - 2045) | | Inserir metas e recomendações sobre arborização urbana na Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SECEX, SQA) | Curto(2025 - 2030) | | Fortalecer a estrutura regimental, competências, atribuições e equipes dedicadas ao PlaNAU no âmbito do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA) | Médio(2031 - 2035) | | Fomentar a implementação de programas estaduais de apoio técnico continuado aos municípios, com foco em elaboração e revisão de Planos Municipais de Arborização Urbana, produção de mudas e boas práticas de plantio e manejo | Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA) | Longo(2036 - 2045) | | PROMOVER A PARTICIPAÇÃO SOCIAL E A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA SOBRE A ARBORIZAÇÃO URBANA | | | | AÇÃO | ATORES ENVOLVIDOS | PRAZO | | Promover o tema de arborização urbana junto à Rede de Cidades Verdes Resilientes formada no âmbito do PCVR | Comitê Gestor do PCVR | Curto(2025 - 2030) | | Propor modelos de contratação e parcerias com Organizações da Sociedade Civil - OSCs, cooperativas e associações para a gestão compartilhada da arborização urbana, assegurando responsabilidade técnica | Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Organizações da Sociedade Civil, Conselhos Profissionais e Representações de Classe | Curto(2025 - 2030) | | Fomentar o estabelecimento de observatórios ou redes de arborização urbana para cada bioma brasileiro | SBAU, Organizações da Sociedade Civil, Instituições de Ensino e Pesquisa | Médio(2031 - 2035) | | Fortalecer a atuação de Conselhos Estaduais e Municipais de Meio Ambiente no tema da arborização urbana | Estados, Municípios, Organizações da Sociedade Civil | Médio(2031 - 2035) | | Criar editais de monitoramento comunitário e ciência cidadã, envolvendo Instituições de Ensino e Pesquisa, OSCs, conselhos de meio ambiente e voluntários, promovendo mapeamento participativo e acompanhamento da arborização urbana | Estados, Municípios, ANAMMA, ABEMA, SBAU, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (SQA), Instituições de Ensino e Pesquisa, Organizações da Sociedade Civil | Longo(2036 - 2045) |
10\. A elaboração, a revisão e a implementação de planos subnacionais de arborização urbana deverão:
10.1 Atender ao PlaNAU;
10.2\. Obedecer às diretrizes nacionais do PlaNAU;
10.3\. Observar as normas técnicas brasileiras aplicáveis;
10.4\. Considerar referências técnicas e científicas reconhecidas;
10.5\. Elaborar por meio de processos participativos; e
10.6\. Admitir arranjos intermunicipais ou consorciados para a gestão da arborização urbana, especialmente em regiões metropolitanas e ou municípios de pequeno porte.