O IPCA registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, acelerando a trajetória da inflação no país. Com o resultado, o índice acumulado em 12 meses atingiu 4,58%, apresentando uma alta de 0,36 p.p. em relação ao acumulado de agosto, que era de 4,22%.

O novo valor de 4,58% representa um rompimento do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 4,5% (considerando o intervalo de tolerância de 1,5 p.p. em torno da meta central de 3%).

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IPCA de setembro de 2026 (0,82%) foi superior ao registrado em setembro de 2025, quando o índice mensal havia sido de 0,48%. Apesar da aceleração mensal, o acumulado de 12 meses ainda é 0,59 p.p. menor do que o registrado no mesmo período de 2025, que era de 5,17%.

No cenário macroeconômico atual, a taxa Selic encontra-se em 13,75% ao ano, conforme definição do Copom para outubro de 2026. A taxa de desemprego, medida pela PNAD Contínua, foi de 5,3% em agosto de 2026.